Religião é quando você faz de algo natural o seu deus.
“Os costumes religiosos das nações são inúteis: corta-se uma árvore, um artesão a modela com seu formão; enfeitam-na com prata e ouro, prendendo tudo com martelo e pregos para que não balance. Como um espantalho numa plantação de pepinos, os ídolos são incapazes de falar, e têm que ser transportados porque não conseguem andar. Não tenha medo deles, pois não podem fazer nem mal nem bem” (Jeremias 10:3-5)
(João 4:24)
“Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e verdade”.
Espírito = sobrenatural
Deus não é material que se pode tocar, porque Deus é espírito, é sobrenatural. Mas podemos sentir a sua presença quando oramos, cantamos louvores., quando pedimos perdão, quando nos arrependemos, quando deixamos as coisas do mundo e nos apegamos a Ele. Aí sim, temos a Sua proteção.
Religião = veneração às coisas que se vê
Heresia
qualquer ensino que se afasta dos ensinamentos normais de uma tradução religiosa. Em particular, isto se refere a grupos dentro do Cristianismo que ignoram alguns de seus elementos básicos . A palavra grega (háiresis), que literalmente significa escolha, seleção, preferência. É usada no Novo Testamento para designar uma seita ou facção.
1) Catolicismo Romano
Fundador
Jesus, sobre a pedra que é Pedro (considerado como primeiro Papa)
Mensagem
Sacramentos, caridade, culto a Maria e aos "Santos"
Igreja
Os membros da Igreja Católica Apostólica Romana
Deus
Trindade: três pessoas em um Deus
Jesus
Deus em carne. 2ª pessoa da Trindade
Salvação
Fora da Igreja Católica Apostólica Romana não há Salvação
Ressurreição de Jesus
Sim
Escrituras
A Bíblia (+ 7 livros apócrifos) + a Tradição (Dogmas
Deus rejeita as imagens
Êxodo 20:3-4
“Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra”
Deuteronômio 27:15
“Maldito o homem que fizer imagem de escultura ou de fundição, abominável ao SENHOR, obra de artífice, e a puser em lugar oculto”
Isaías.42:8
“EU sou o SENHOR, este é o meu nome; a minha glória, pois não darei a outrem, nem a minha honra, às imagens de escultura”
Jeremias.10:3-5
“Pois os costumes dos povos são vaidade; pois cortam do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice, com machado; com prata e ouro o enfeitam, com pregos e martelos o fixam, para que não oscile. Os ídolos são como um espantalho em pepinal e não podem falar; necessitam de quem os leve, porquanto não podem andar, Não tenhais receio deles, pois não podem fazer mal, e não está neles o fazer o bem"
O papa não é o cabeça da Igreja
Efésios 4:11-15
“E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erra. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo”.
Batismo não livra do pecado original
Atos 2:38
“Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o Dom do Espírito Santo”
O homem não é salvo por obras
Efésios 2:8-10
“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é Dom de Deus; e não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”
Tito 3:3-5
“Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticada por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo
Jesus é o mediador entre nós e Deus e não Maria
1Timóreo2:5
“Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos”
Atos 4:12
“E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”
Pedro e Paulo rejeitaram ser venerados
Atos10:25-26
“Aconteceu que, indo Pedro a entrar, lhe saiu Cornélio ao encontro e, prostrando-se-lhe aos pés, o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Erque-te, que eu também sou homem”
Não existe purgatório
Hebreus 9:27
“E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo”
João 5:24
“Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida”
Lc.16:19-31 ( o rico e o mendigo)
A confissão deve ser feita direta a Deus
1João 1:9
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”
1João 2:1-2
“Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não
somente pelos nossos próprios, mas ainda apelos do mundo inteiro”
A Bíblia é a única regra de fé e prática
2Timóteo 3:15-17
“Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”
João 5:39
“Examinais as Escrituras, porque julgais Ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim”
Não ter
Êxodo 20:3 Números 33:52 Levítico 26:1
Não fazer
Deuteronômio 27:15 Êxodo 20:4 Deuteronômio 5:8
Não venerar
Mateus 4:10 Isaías 42:8 Deuteronômio 5:8-9
Não temer
Jeremias 10:3-5 1João 5:21
Não servir
Êxodo 20:5
Procissão
Isaías 45:20
Jogue fora
Isaías 30:22
Destrua-as
Deuteronômio 7:5, 25
Verdades Bíblicas sobre as imagens
São como espantalhos num pepinal
Jeremias 10:3-5
Quem as venera, cultua a demônios
1Coríntios 10:19-20
Não tem poder e não têm vida
Jeremias 10:5
Habacuque 2:18-19
Ensinam a mentira e a confusão
Habacuque 2:18
Isaías 31:7
Isaías 41:29
Tornam-se semelhantes a elas quem as venera
Salmos.115:4-8
Embrutece a pessoa e traz maldições
Jeremias 10:14-15
Deuteronômio 27:15
Não é permitido usá-las como fotografia
Deuteronômio 4:16
A Bíblia manda jogá-las fora
Êxodo 20:1-5
Isaías 30:22
Isaías 31:7
Orações pelos mortos e o purgatório
Os vivos não interferem no destino eterno de quem já morreu.
Eclesiastes 9:4-5
2Samuel 12:22-23
João 3:36
Lucas 16:19-31
Você não é salvo porque faz boas obras, mas faz boas obras porque é salvo.
Efésios 2:10
Efésios 2:8-10
Tito 3:3-5
Isaías 41:24
Isaías 64:6
Gálatas 2:16
Gálatas 3:10
Romanos 3:20,28
Romanos 4:6 Romanos 9:11,31,32
Abstinência de alimentos em dia santo
Todos os alimentos criados por Deus são bons e não devem ser rejeitados.
1Timóteo 4:4-5
Marcos 7:18-23
Sobre o papa
Historicamente, o primeiro papa foi Leão I (440-461 d.C) e não Pedro.
Efésios 4:11
Jeremias 23:36-40
Papa não pode se casar, portanto Pedro não podia ser para porque era casado:
Marcos 1:29-30 Mateus 23:9
7
O Papa permite ajoelharem-se diante dele:
Atos 10:25-26 Apocalipse 18:1 Apocalipse 19:10 Filipenses 2:5-11
Datas das mudanças feitas depois de Cristo
Ano 33-196: Nesse período da História, a Igreja não aceitou nenhuma doutrina anti-bíblica.
Ano 197: Zeferino, bispo de Roma, começa um movimento herético contra a divindade de Cristo.
Ano 217: Calixto se torna bispo de Roma, pondo-se à frente da propaganda herética e levando a Igreja de Roma para mais longe do caminho de Cristo.
Ano 270: Origem da vida monástica no Egito, por Santo Antônio.
Ano 370: Culto dos santos professado por Basílio de Cesaréia e Gregório de Nazianzo. Primeiros indícios do turíbulo (incensário), paramentos e altares nas igrejas, usos esses
introduzidos pela influência dos pagãos convertidos.
Ano 400: Orações pelos mortos e sinal da cruz feito no ar.
Ano 431: Maria é proclamada a "Mãe de Deus".
Ano 593: O dogma do Purgatório começa a ser ensinado.
Ano 600: O latim passa a ser usado como língua oficial nas celebrações litúrgicas.
Ano 609: Começo histórico do papado.
Ano 758: A confissão auricular é introduzida na igreja por religiosos do Oriente.
Ano 789: Início do culto das imagens e das relíquias.
Ano 819: A festa da Assunção de Maria é observada pela primeira vez.
Ano 880: Canonização dos santos.
Ano 998: Estabelecimento do Dia de Finados.
Ano 998: Quaresma.
Ano 1000: Cânon da Missa.
Ano 1074: Proíbe-se o casamento para os sacerdotes.
Ano 1075: Os sacerdotes casados devem divorciar-se, compulsoriamente, cada um de sua esposa.
Ano 1095: Indulgências plenárias.
Ano 1100: Introduzem-se na igreja o pagamento da missa e o culto aos anjos.
Ano 1115: A confissão é transformada em artigo de fé.
Ano 1025: Entre os cônegos de Lião aparecem as primeiras idéias da Imaculada Conceição de Maria.
Ano 1160: Estabelecidos os 7 sacramentos.
Ano 1186: O Concilio de Verona estabelece a "Santa Inquisição".
Ano 1190: Estabelecida a venda de indulgências.
Ano 1200: Uso do rosário por São Domingos, chefe da inquisição.
Ano 1215: A transubstanciação é transformada em artigo de fé.
Ano 1220: Adoração à hóstia.
Ano 1226: Introduz-se a elevação da hóstia.
Ano 1229: Proíbe-se aos leigos a leitura da Bíblia.
Ano 1264: Festa do Sagrado Coração.
Ano 1303: A Igreja Católica Apostólica Romana é proclamada como sendo a única verdadeira, e somente nela o homem pode encontrar a salvação...
Ano 1311: Procissão do Santíssimo Sacramento e a oração da Ave-Maria.
Ano 1414: Definição da comunhão com um só elemento, a hóstia. O uso do cálice fica restrito ao sacerdote.
Ano 1439: Os 7 sacramentos e o dogma do Purgatório são transformados em artigos de fé.
Ano 1546: Conferida à Tradição autoridade igual a da Bíblia.
Ano 1562: Declara-se que a missa é oferta propiciatória e confirma-se o culto aos santos.
Ano 1573: É estabelecida a canonicidade dos livros apócrifos.
Ano 1854: Definição do dogma da Imaculada Conceição de Maria.
Ano 1864: Declaração da autoridade temporal do papa.
Ano 1870: Declaração da infalibilidade papal.
Ano 1950: A assunção de Maria é transformada em artigo de fé.
Vale salientar que alguns dos dados aqui registrados são apenas aproximados, pois muitas e muitas vezes as doutrinas eram discutidas, algumas durante séculos, antes de serem finalmente aceitas e promulgadas como artigos de fé, ou dogmas. Um exemplo disto é o dogma do Purgatório, introduzido na Igreja Romana em 593, mas só declarado artigo de fé no ano de 1439.
A verdade sobre a Senhora Aparecida
Em 16 de julho de 1930 o Papa Pio XI declarou e constitui a imagem aparecida como padroeira da Nação Brasileira.
Conheça um pouco da história desta santa
1717 – Nossa Senhora da Conceição Aparecida ou Nossa Senhora Aparecida, como é mais popularmente conhecida, é a virgem católica padroeira do Brasil. A história do achado
da imagem da virgem, ocorreu em meados de 1717
10/1717 - O culto a Nossa Senhora Aparecida teve início em outubro de 1717, quando um grupo de pescadores encontrou uma imagem da santa no rio Paraíba do Sul
28. 7. 1745 – Então Padre José Alves, vicário da paróquia de Guaratinguetá, ordenou que se construísse uma capela maior no Morro dos Coqueiros, que era mais
próxima à paróquia. O Templo foi inaugurado em 28 de julho de 1745 sob a invocação de Nossa Senhora Aparecida.
8. 9. 1904 – Um grande dia foi para os devotos de Nossa Senhora Aparecida o dia 08 de setembro de 1904(dia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição), em que a imagem foi coroada por ordem do Santo Padre.Assistiram à grande solenidade o Núncio Apostólico
e todo o episcopado de diversas regiões do Brasil,além do presidente da República, através de seurepresentante.
1930 - Nossa Senhora Aparecida foi declarada padroeira do Brasil no ano de 1930. A festa de Nossa Senhora Aparecida, celebrada no santuário nacional no dia 12 de outubro, em Aparecida (SP), inclui em sua extensa programação dois fatos marcantes - os 75 anos da proclamação de Nossa Senhora Aparecida com o Padroeira do Brasil e os 50 anos do início da construção da atual basílica, uma das mais visitadas do mundo.
2) Espiritismo Kardecista
Fundador
Dr.Hippolyté Léon Denizard Rivail, vulgo Allan Kardec (1857)
Mensagem
Assim como Jesus, todos poderão alcançar a perfeição após muitas reencarnações.
Igreja
O Espiritismo é a Igreja restaurada e o Consolador prometido por Jesus
Deus
Impessoal
Jesus
Não é Deus nem teve corpo humano
Salvação
Através da caridade e reencarnações sucessivas
Ressurreição de Jesus
Não
Escrituras
Livros de Allan Kardec e outros
Fé moderna concentrada na comunicação com o espírito dos mortos.
Subdivisões do espiritismo
a)Espiritismo comum
Quiromancia = Adivinhação pelo exame das linhas das mãos. O mesmo que “quiroscopia”
Cartomancia = Adivinhação pela decifração de combinações de cartas de jogar.
Grafologia = Estudo dos elementos normais e principalmente patológicos de uma personalidade, feito através da análise da sua escrita.
Hidromancia = Arte de adivinhar por meio da água.
Astrologia = Estudo ou conhecimento da influência dos astros, especialmente dos signos, no destino e no comportamento dos homens; também conhecida como “uranoscopia”.
b)Baixo espiritismo (também conhecido como espiritismo pagão, inculto e sem disfarce)
Vodu = Culto de negros antilhanos, de origem animista, e que se vale de certos elementos do ritual católico. Praticado principalmente no Haiti.
Candomblé = Religião dos negros ioruba, na Bahia.
Umbanda = Designação dos cultos afro-brasileiras, que se confundem com os da macumba e dos candomblés da Bahia, xangô de Pernambuco, pajelança da Amazônia, do catimbó e outros cultos sincréticos.
Quimbanda = Ritual da macumba que se confunde com os da umbanda.
Macumba = Sincretismo religioso afro-brasileiro derivado do candomblé, com elementos de várias religiões africanas, de religiões indígenas brasileiras e do catolicismo.
c)Espiritismo científico (Também chamado alto espiritismo, espiritismo ortodoxo, espiritismo profissional ou espiritualismo). Ex.: LBV
Ecletismo = Sistema filosófico dos que não seguem sistema algum, escolhendo de cada um a parte que lhe parece mais próxima da verdade.
Esoterismo = Doutrina ou atitude de espírito que preconiza que o ensinamento da verdade deve reservar-se a um número restrito de iniciados, escolhidos por sua influência ou valor moral.
Teosofismo = Conjunto de doutrinas religioso-filosóficas que têm por objetivo a união do homem com a divindade, mediante a elevação progressiva do espírito até a iluminação. Iniciado por Helena Petrovna Blavastky, mística norte-americana (1831-1891), fanática adepta do budismo e do lamaísmo.
d)Espiritismo kardecista
Possibilidade de comunicação com os espíritos desencarnados.
Crença na reencarnação
Crença de que ninguém pode impedir o homem de sofrer as conseqüências dos seus atos.
Crença na pluralidade dos mundos habitados.
A caridade é virtude única, aplicada tanto aos vivos como aos mortos.
Deus, embora exista, é um ser impessoal, habitando um mundo longínquo.
Mais perto dos homens estão os espíritos-guias.
Jesus foi um médium e reformador judeu, nada mais que isto.
Os mortos não se comunicam conosco
2Sm.12:22-23
“Respondeu ele: Vivendo ainda a criança, jejuei e chorei, porque dizia: Quem sabe se o SENHOR se compadecerá de mim, e continuará viva a criança? Porém, agora é morta, por que jejuaria
eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim”
Lc.16:19-31 (o rico e o mendigo)
Deus condena a mediunidade
1Samuel 28:3
“Já Samuel era morto, e todo o Israel o tinha chorado e o tinha sepultado em Ramá, que era a sua cidade; Saul havia desterrado os médiuns e os adivinhos”
Levítico 20:6
“Quando alguém se virar para os necromantes e feiticeiros, para se prostituir com eles, eu me voltarei contra ele e o eliminarei no meio do seu povo”
Isaías 8:19
“Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?
Não existe reencarnação
Eclesiastes 9:4
“Para aquele que está entre os vivos há esperança; porque mais vale um cão vivo do que um leão morto”
Lucas 23:42-43
“E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhes respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”
Hebreus 9:27
“E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo”
Adivinhação e paranormalidade trazem maldição
Deuteronômio18:9-12
“Quando entrares na terra que o SENHOR, teu Deus, te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticadores, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR, teu Deus, os lança de diante de ti”
Servir ídolos e entidades é abominação
1Coríntios 10:19-20
“Que digo, pois? Que o sacrifício ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem algum valor? Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios”
Deus reprova a leitura de mãos
Isaías 47:13-14
“Já estás cansada com a multidão das tuas consultas! Levantem-se, pois, agora, os que dissecam os céus e fitam os astros, os que em cada lua nova te predizem o que há de vir sobre ti”
Ezequiel 13:18-23
“Ai das que cosem invólucros feiticeiros para todas as articulações das mãos e fazem véus para cabeças de todo tamanho, para caçarem almas! Querereis matar as almas do meu povo e preservar outras para vós mesmas? Vós me profanastes entre o meu povo, por punhados de cevada e por pedaços de pão, para matardes as lamas que não haviam de morrer e para preservardes com vida as almas que não haviam de viver, mentindo, assim, ao meu povo, que escuta mentiras. Portanto,
assim diz o SENHOR Deus: Eis aí vou eu contra vossos invólucros feiticeiros, com que vós caçais as almas como aves, e as arrancarei de vossas mãos; soltarei livres como aves as almas que prendestes. Também rasgarei os vossos véus e livrarei o meu povo das vossas mãos, e nunca mais estará ao vosso alcance para ser caçado; e sabereis que eu sou o SENHOR. Visto que com falsidade entristecestes o coração do justo, não o havendo eu entristecido, e fortalecestes as mãos do perverso para que não se desviasse do seu mau caminho e vivesse, por isso, já não tereis visões falsas, nem jamais fareis adivinhações; livrarei o meu povo da vossas mãos, e sabereis que eu sou o SENHOR”
Não existe espírito de luz
2Coríntios 11:13-15
“Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo. E não é de admirar, porque o próprio satanás se transforma em anjo de luz”
homem não pode ser salva pela caridade
Efésios 2:8-10
“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é Dom de Deus; e não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”
Tito 3:3-5
“Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticada por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo.
Satanás é real
Zacarias 3:1
“Deus me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do Anjo do Senhor, e Satanás estava à mão direita dele, para se lhe opor”
Mateus 4:1
Há somente um Evangelho
Apocalipse.22:18-21
“Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro”
1Coríntios 15:1-5
“Quando entrarem na Terra que o Senhor, o seu Deus, lhes dá, não procurem imitar as coisas repugnantes que as nações de lá praticam. Não permitam que se ache alguém entre vocês que queime em sacrifício o seu filho ou sua filha; que pratique adivinhação, ou se dedique à magia, ou faça presságios, ou pratique feitiçaria ou faça encantamentos; que seja médium, consulte os espíritos ou consulte os mortos. O Senhor tem repugnância por quem pratica essas coisas, e é por causa dessas abominações que o senhor, o seu Deus, vai expulsar aquelas nações da presença de vocês”.
(Deuteronômio 18:9-11)
“Quando disserem a vocês: “Procurem um médium ou alguém que consulte os espíritos e murmure encantamentos, pois todos recorrem a seus deuses e aos mortos em favor dos vivos” respondam: “A lei e aos mandamentos!.” Se eles não falarem conforme esta palavra, vocês jamais verão a Luz! (Isaías 8:19-20)
“Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo”. (Colossenses 2:8)
“Não fiquem admirados com isto, pois está chegando a hora em que todos os que estiverem nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão; os que fizeram o bem ressuscitarão para a vida, e os que fizeram o mal ressuscitarão para serem condenados”. (João 5:28-29)
3) Adventista do Sétimo Dia
Fundador
Ellen Gould White (1860)
Mensagem
Crer em Jesus e observar a Lei
Igreja
Somente os Adventista
Deus
Trindade três pessoas em um Deus
Jesus
Deus em carne. 2ª pessoa da Trindade
Salvação
Guardando o sábado e os mandamentos
Ressurreição de Jesus
Sim
Escrituras
Bíblia e livros de Ellen White
Jesus cumpriu toda a Lei
Mateus.5:17
“Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir”
lossenses.2:14
“Tendo cancelado o escrito da dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz”
Efésios 2:8-10
“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”
Afirmam que dormimos quando morremos
2Coríntios 5:8
“Entretanto, estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor”
Crêem que os ímpios serão aniquilados
Mateus 8:11-12
“Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino do céus”
Mateus 13:42
“E os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes”
Mateus 22:13
“Então, ordenou o rei aos serventes: Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes”
Guardam o Sábado
Tiago 2:10
“Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos”
Colossenses 2:14-16
“Tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz. Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados”
João 5:17-18
“Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o Sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-os igual a Deus”
Oséias 2:11
“Farei cessar todo o seu gozo, as suas Festas de Lua Nova, os seus sábados e todas as suas solenidades”
Proíbem a ingestão de certos alimentos
Atos 10:10-15
1Timóteo 4:1-5
Romanos 14:1-2
Marcaram e erraram o retorno de Cristo
Mateus 24:36
“Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai
Aceitam a palavra de Ellen White como revelação
Apocalipse 22:18-21
Ninguém é justificado pela Lei
Romanos 3:20
“Visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado”
Gálatas 2:16
“Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado”
Gálatas 3:2-3
“Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois assim insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais, agora, vos aperfeiçoado na carne?
O homem não é salvo pelas obras da Lei
Efésios 2:8-10
“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é Dom de Deus; e não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”
Jesus é o único caminho da salvação
João 14:6
“Respondeu-lhes Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”
4) Testemunha de Jeová
Fundador
Charles Taze Russell (1852-1916) Fundada em 1881
Mensagem
Jesus abriu a porta para conquistarmos nossa salvação
Igreja
144.000 ungidos que irão para o céu
Deus
Jeová, que é uma só Pessoa
Jesus
Não é Deus; é o Arcanjo Miguel, a primeira e única criatura de Jeová
Salvação
Obedecendo as ordens da Sociedade Torre de Vigia
Ressurreição de Jesus
Não
Escrituras
Bíblia deles (Tradução do Novo Mundo) + literaturas
Fundada por Charles Russel (1852-1916) Pittsburgh – Estados Unidos. Interpretam a Bíblia ao pé da letra, rejeitam a TRINDADE e compreendem Jesus Cristo a maneira ariana (Arianismo). O milênio começou e está eminente a Batalha Final (Armagedon), depois da qual as Testemunhas de Jeová reinarão com Cristo. As outras igrejas são rejeitadas por serem governadas por satanás. Crêem no sangue físico literalmente como a Vida, por isso rejeitam transfusões de sangue.
Negam a trindade
Mateus 28:19 (“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”)
João 14:16-17 (“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode perceber, porque não vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós”)
2Coríntios 13:13 (“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós”)
1João 5:7 (“Pois há três que dão testemunho no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santos; e estes três são um”)
Antigo Testamento
Novo Testamento
Deus é o Senhor (Isaías 45:5-6)
Jesus é o Senhor (Fp.2:11)
Deus e o Salvador (Isaías 43:11)
Jesus é o Salvador (Fp.3:20 )
Deus é o primeiro e o último(Is.44:6)
Jesus é o primeiro e o último
(Ap.1:17, 21:6 e 22:13)
Deus virá c/todos os seus Santos (Zc.14:5)
Jesus virá com todos os seus Santos
(Jd.14, 1Ts.3:13)
Deus é o Eu Sou (Ex.3:13-14)
Jesus é o Eu Sou (Jo.8:56-58)
Dizem que Jesus é menor que Deus
Filipenses 2:6-11
1João 5:20
Crêem que o Espírito Santo é uma força de Deus
Atos 5:3-4
Não aceitam o inferno
Mateus 5:22 Mateus 10:28 Mateus 13:41-42 Mateus 23:33
Marcos 9:43
Acreditam que a Terra permanecerá para sempre
Isaías 51:6
Não permitem transfusão de sangue
João 15:13
Só os 144 mil farão parte da congregação celestial
Apocalipse 7:9-17 Apocalipse 19:1
Ensinam que Jesus é um ser criado
João 1:1,14 Colossenses 2:9 João 10:30,38
Negam que estaremos com Cristo na morte
2Coríntios.5:8 Filipenses 1:21-24
5) Mormonismo
Fundador
Joseph Smith (1805-1844) fundado em 1830
Mensagem
Alcançar a divindade pelas ordenanças do evangelho mórmon
Igreja
Membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
Deus
Tríade 3 deuses
Jesus
Não é Deus. É irmão de Lúcifer e dos homens
Salvação
Salvação pelas boas obras da igreja mórmon
Ressurreição de Jesus
Sim
Escrituras
A Bíblia, Livro de Mórmon, Doutrina e Convênios, Pérola de Grande Valor
Os mórmons ensinam que a Bíblia é falível
2Pedro 1:20-21 Mateus 24:35
Pregam que Deus tem carne e osso
Números 23:19 João 4:24 Lucas 24:39
Dizem que Cristo e o Diabo são irmãos
Ezequiel 28:15 Colossenses 1:16
Ensinam que Jesus era casado e polígamo
João 1:1,14 Hebreus 4:15 7:26
Defendem que a Igreja foi restaurada por Joseph Smith
Mateus 16:18
Acrescentam outro evangelho à Bíblia
Gálatas 1:9 Apocalipses 22:18-21
Fazem batismos pelos mortos
Hebreus 9:27
Promovem investigação genealógica dos mortos
1Timóteo 1:4
Tito 3:9
Realizam casamento na eternidade
Mateus 22:23-33 Marcos 12:25 Lucas 20:35
Crêem na salvação pelas obras
Atos 4:12 Efésios 2:8-9
6) Maçonaria
Fundador
Anderson e Desagulliers (Londres, 1717)
Mensagem
Buscar o próprio aperfeiçoamento
Igreja
-
Deus
Impessoal como força superior
Jesus
Um grande mestre semelhante a Buda, Maomé, e etc.
Salvação
Erguer templos à virtude e cavar masmorras aos vícios
Ressurreição de Jesus
Não
Escrituras
Rituais e manuais
O Esquadro e Compasso Maçônico
(encontrada com ou sem a letra G)
A maçonaria (forma reduzida e usual de franco maçonaria é uma sociedade discreta de caráter universal, cujos membros cultivam o aclassismo, humanidade, os princípios da liberdade, democracia, igualdade, fraternidade e aperfeiçoamento intelectual, sendo assim uma associação iniciática e filosófica.
Portanto a maçonaria é uma sociedade fraternal, que admite todo homem livre e de bons costumes, sem distinção de raça, religião, ideário político ou posição social. Suas únicas exigências são que o candidato possua um espírito filantrópico e o firme propósito de tratar sempre de ir em busca da perfeição.
Os maçons estruturam-se e reúnem-se em células autônomas, designadas por oficinas, ateliers ou (como são mais conhecidas e corretamente designadas) lojas, "todas iguais em direitos e honras, e independentes entre si."
Existem, no mundo, aproximadamente 5,5 milhões de integrantes espalhados pelos 5 continentes. Destes 3,2 - (58%)- nos Estados Unidos - USA, 1,2 -(22%) - no Reino Unido e 1,0(20%) no resto do mundo. No Brasil são aproximadamente 150 mil maçons regulares (2,7 %) e 4.700 Lojas.
O nome "maçonaria" provém do francês maçonnerie, que significa "construção". O termo maçom (ou maçon), segundo o mesmo Dicionário, provém do inglês mason e do francês maçon, que quer dizer 'pedreiro', e do alemão metz, 'cortador de pedra'. O termo maçom portanto é um aportuguesamento do inglês; maçonaria por extensão significa associação de pedreiros.
7) Legião da Boa Vontade (LBV)
Fundador
Alziro Zarur(04-03-1949)
Mensagem
Assim como Jesus, todos poderão alcançar a perfeição após muitas reencarnações.
Igreja
Todos são cristãos independente da religião
Deus
Impessoal
Jesus
Não é Deus nem teve corpo humano
Salvação
Através da caridade e reencarnações sucessivas
Ressurreição de Jesus
Não
Escrituras
Livros da LBV
Legião da Boa Vontade(LBV) é uma entidade conhecida no Brasil por fazer assistência social. Os seus dirigentes também mantêm programação de rádio e televisão e atividade religiosa própria.
A LBV foi fundada oficialmente em 1º de janeiro de 1950, no Rio de Janeiro, Brasil, por Alziro Zarur. Ele presidiu a entidade até 1979, quando faleceu. José de Paiva Netto é o atual Diretor-Presidente.
A instituição também está presente em Portugal.
Histórico
De acordo com a LBV, Zarur participou de uma sessão espírita na Federação Espírita Brasileira, no Rio, em 1948, e na ocasião a médium Emília Ribeiro lhe disse: "Zarur, vi São Francisco ao seu lado o tempo todo e ele disse que é hora de começar". Com o coração tocado, começou, a partir deste fato, a procurar saber tudo sobre a vida do Santo de Assis. Leu o livro "Il Fioretti" que tinha em seu acervo e foi percebendo as coisas que deveria realizar.
Em 4 de março de 1949 ele iniciou o programa "Hora da Boa Vontade", pregando o "Apocalipse de Jesus", o que gerou um grande "impacto" nacional, pois muitas pessoas nunca haviam, sequer, pensado na palavra apocalipse, que em grego significa revelação. O público alvo da programação eram as pessoas que passavam por algum tipo de problema, independentemente de suas crenças, etnias ou classe sociais.
Com o sucesso do programa, Alziro Zarur fundou oficialmente, em 1º de janeiro de 1950, a Legião da Boa Vontade (LBV), que realizava atividades voltadas às comunidades carentes. Um dos principais ideais da LBV é o ecumenismo, que proporcionaria a congregação entre as pessoas. Alziro Zarur não construiu templos, pois dizia: "… a LBV não se preocupa em construir templos luxuosos, do modo que o fazem outras religiões humanas: cada legionário já é a igreja Viva do Cristo Vivo, do Deus eternamente Vivo.." (Revista Religião de Deus de 25 de dezembro de 1977).
Após a morte de Zarur em 1979, sua esposa Iracy Zarur sucedeu-o juntamente com seus filhos Paulo e Pedro, tendo tomado posse numa Assembleia Magna em dezembro de 1979 (Jornal Última Hora de 5 de dezembro de 1979). José de Paiva Netto tornou-se o presidente da instituição em 1980.
Outras instituições foram criadas a partir dela: a Religião de Deus (braço religioso) e a Fundação José de Paiva Netto (FJPN) (braço de comunicação).
LBV na ONU
A LBV foi a primeira organização não-governamental brasileira a associar-se ao Departamento de Informação Pública das Nações Unidas (DPI), a partir de 1994. Em 1999, tornou-se também a primeira ONG do Brasil a conquistar na ONU o status consultivo geral no Conselho Econômico e Social (Ecosoc). E, em 2000, passou a integrar a Conferência das ONGs com Relações Consultivas para as Nações Unidas (Congo), em Viena, na Áustria.
Concessão de canal à FJPN
Em março de 2001, a FJPN recebeu do Ministério das Comunicações a autorização para o funcionamento da Rede Mundial de Televisão, um canal de TV educativa, sem fins lucrativos, cujo propósito é ser um instrumento de apoio ao Terceiro Setor. Nesse mesmo período, uma investigação jornalística do jornal "O Globo" que faz parte das Organizações Globo, denunciou que o dinheiro doado pela população para as obras sociais da LBV era usado para outras finalidades.
O Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) negou à LBV a renovação do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS) — mais conhecido como certificado de filantropia —, em 12 de junho de 2001, diante das acusações de pagamento indireto de remunerações para seus diretores; da doação de bens para a Fundação José de Paiva Netto (Instituída pela própria LBV), e do repasse financeiro à Religião de Deus.
Essas práticas desrespeitariam o Decreto 2.536/98. A relatora do processo no Conselho foi Tânia Garib, e sua recomendação de voto foi seguida por todos os 18 conselheiros.
Contudo, a Legião da Boa Vontade apresentou sua defesa à Justiça e manteve seu certificado de filantropia sob liminar, não o perdendo em nenhum momento.
Dessa forma, o Ministério da Justiça renovou o certificado de Utilidade Pública da LBV, entendendo que as ditas "irregularidades" não passavam de acusações vazias. A conclusão do relatório do Processo 08015.012007/20002-97, assinado, em 26 de outubro de 2004, pelo Coordenador de Justiça, Títulos e Qualificação e pelo Diretor do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação destaca que não foi comprovado o descumprimento de qualquer dos requisitos do artigo 1.º da Lei 91, de 28 de agosto de 1935, e nem a ocorrência de nenhuma das hipóteses previstas no artigo 6.º do Decreto 50.517/61, pelo que sugeriu o arquivamento do feito e a manutenção do título de utilidade pública à Legião da Boa Vontade.
O mesmo se deu no CNAS, que, por unanimidade do Conselho, reconsiderou a decisão anterior de cassar o CEBAS da LBV, tendo, até mesmo a Sra. Tânia Garib votado pela retificação do julgamento, que estava completamente eivado de nulidade.
8) Umbanda
Fundador
-
Mensagem
ajuda dos espíritos
Igreja
-
Deus
Zambi é único, onipotente, irrepresentável, adorado sob vários nomes
Jesus
Oxalá novo
Salvação
Prática de caridade material e espiritual como meio de evolução cármica
Ressurreição de Jesus
-
Escrituras
Tradição oral
Umbanda é uma religião formada dentro da cultura religiosa brasileira que sincretiza vários elementos, inclusive de outras religiões como o catolicismo, o espiritismo e as religiões afro-brasileiras.
Os conceitos aqui relatados podem diferir em alguns tópicos por se tratar de uma visão generalista e enciclopédica. Por se tratar de um conjunto religioso com várias ramificações, as informações aqui expostas buscam informar aos leitores da forma mais abrangente possível e sem discriminação ou preconceitos, pois todas as "Umbandas" têm suas razões de existir e de serem cultuadas.
História e sincretismo
As raízes da Umbanda são difusas. Entretanto, podemos afirmar que ela foi criada em 1908 pelo Médium Zélio Fernandino de Moraes, sob a influência do Caboclo das Sete Encruzilhadas.
Antes disso, já havia, de fato, o trabalho de guias (pretos-velhos, caboclos, crianças), assim como religiões ou simples manifestações religiosas espontâneas cujos rituais envolviam incorporações e o louvor aos orixás. Entretanto, foi através de Zélio que organizou-se uma religião com rituais e contornos bem definidos à qual deu-se o nome de Umbanda.
Nesta época, não havia liberdade religiosa. Todas as religiões que apontavam semelhanças com rituais afros eram perseguidas, os terreiros destruídos e os praticantes presos.
Em 1945, José Álvares Pessoa, dirigente de uma das sete casas de Umbanda fundadas inicialmente pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, obteve junto ao Congresso Nacional a legalização da prática da Umbanda.
A partir dai, muitas tendas cujos rituais não seguiam o recomendado pelo fundador da religião, passaram a dizer-se umbandistas, de forma a fugir da perseguição policial. Foi aí que a religião começou a perder seus contornos bem definidos e a misturar-se com outros tipos de manifestações religiosas. De tal forma que hoje a Umbanda genuína é praticada em pouquíssimas casas.
Hoje, existem diversas ramificações onde podemos encontrar influências que utilizam a palavra Umbanda, como as indígenas (Umbanda de Caboclo), as africanas (Umbandomblé, Umbanda traçada) e diversas outras de cunho esotérico (Umbanda Esotérica, Umbanda Iniciática). Existe também a "Umbanda popular", onde encontraremos um pouco de cada coisa ou um cadinho de cada ancestralidade, onde o sincretismo (associação de santos católicos aos orixás africanos) é muito comum.
Mantém-se na Umbanda o sincretismo religioso com o catolicismo e os seus santos, assim como no antigo Candomblé dos escravos, por uma questão de tradição, pois antigamente fazia-se necessário como uma forma de tornar aceito o culto afro-brasileiro sem que fosse visto como algo estranho e desconhecido, e, portanto, perseguido e combatido.
Há discordância sobre as cores votivas de cada orixá conforme o local do Brasil e a tradição seguida por seus seguidores.
Da mesma forma quanto ao Santo sincretizado a cada orixá.
Alguns exemplos:
Exu - Santo Antonio no Rio de Janeiro, chamado de Bará no Rio Grande do Sul;
Oxumare na umbanda - São Bartolomeu no Brasil
Ogum - São Jorge OU Santo Antonio na Bahia;
Oxossi - São Sebastião; no Brasil, São Jorge na Bahia;
Xangô - São Jerônimo,São João Batista, São Miguel Arcanjo
Iemanjá - Nossa Senhora dos Navegantes;
Oxum - Nossa Senhora da Conceição;
Iansã - Santa Bárbara;
Omulu - São Roque;
Obá - Santa Rita de Cássia, Santa Joana d'Arc
Obaluaê - São Lázaro;
Nanã - Sant'Anna;
Oxalá - Divino Jesus Cristo, o Ser Cristalino.
Um Deus único e superior
Deus, em sua benevolência e em sua força emana de si e através dos orixás e dos guias (espíritos desencarnados) seu amor, auxiliando os homens em sua caminhada para a elevação espiritual e intelectual.
Os Orixás
Os Orixás são manifestações do Grande Deus Olorum. Todo o universo surge de Olorum através das radiações que são individualizadas e personificadas em Orixás. Essas radiações são personificadas de formas diferentes nos diversos terreiros - depende da influência histórica que cada um sofreu. A radiação (vibração da água) pode ser relacionada apenas a Iemanjá, mas pode ser subdividida em Oxum: água doce, Nanã: pântano e Iemanjá: mares. Ocorre semelhante com Ossain e Oxóssi.
Muitos escritores da Umbanda relacionam as Sete Linhas aos Orixás, outros preferem relacionar as Sete Linhas com as vibrações e não diretamente a Orixás, já que eles são mais de sete.
Os orixás não são originários da Umbanda, muito antes eles já eram reverenciados nas terras africanas por diversas tribos. Muitos deles não se tornaram conhecidos aqui no Brasil, e até mesmo nas tribos africanas cada uma possuía seu orixás e desconhecia outros que eram cultuados em tribos diferentes.
Quando começou o tráfico de escravos, muitos negros de tribos diferentes foram vendidos juntamente, desta maneira os diversas orixás de tribos distantes se encontraram em terras brasileiras e formaram o grande panteão do Candomblé. Notadamente a nação que mais influenciou foi a Iorubá.
Nesta visão ainda própria dos ritos tribais, o orixá era um ancestral que todos tinham em comum. Geralmente era considerado como o próprio fundador da tribo e deixava grande influência por suas características incomuns de liderança, poderes espirituais e grande habilidade de caça. A tribo tinha no orixá um símbolo da união, pois todos eram filhos diretamente desse grande ancestral; com isso surge o termo Orixá histórico - realmente um rei, rainha, feiticeiro, guerreiro que existiu.
No nascimento do Candomblé, os homens passaram a ser filhos espirituais dos orixás, pois a relação de ancestralidade que existia na tribo não se confirmava mais na nova realidade da América. A partir da Umbanda se configura a uma nova visão: o Orixá Cósmico. O orixá, pela cosmogonia umbandista, nunca viveu na terra, ele é muito mais que o espírito desencarnado de um homem; Toda criação é o resultado do trabalho harmônico dos orixás, espíritos elevadíssimos, verdadeiros arquitetos e mantenedores da criação.
Sincretismo
Indígeno, africano, católico, espírita, outras.
A Umbanda é uma junção de elementos africanos (orixás e culto aos antepassados), indígenas (culto aos antepassados e elementos da natureza), Catolicismo (o europeu, que trouxe o cristianismo e seus santos que foram sincretizados pelos Negros Africanos), Espiritismo(fundamentos espíritas, reencarnação, lei do carma, progresso espiritual etc).
A Umbanda prega a existência pacífica e o respeito ao ser humano, à natureza e a Deus. Respeitando todas as manifestações de fé, independentes da religião. Em decorrência de suas raízes, a Umbanda tem um caráter eminentemente pluralista, compreende a diversidade e valoriza as diferenças. Não há dogmas ou liturgia universalmente adotadas entre os praticantes, o que permite uma ampla liberdade de manifestação da crença e diversas formas válidas de culto.
A máxima dentro da Umbanda é "Dê de graça, o que de graça recebestes: com amor, humildade, caridade e fé".
O culto umbandista
A Umbanda tem como lugar de culto o templo, terreiro ou Centro, que é o local onde os Umbandistas se encontram para realização do culto aos orixás e dos seus guias, que na Umbanda se denominam giras.
O chefe do culto no Centro é o Sacerdote ou Sacerdotisa (pode ser Babá, Zelador, Dirigiente, Diretor(a) de culto, Mestre(a), sempre dependendo da forma escolhida por cada casa). São os médiuns mais experientes e com maior conhecimento, normalmente fundadores do terreiro. São quem coordenam as sessões/giras e que irão incorporar o guia-chefe, que comandará a espiritualidade e a materialidade durante os trabalhos.
Vale lembrar que o termo pai-de-santo ou mãe-de-santo não deve ser aplicado na religião de Umbanda, pois estes termos são oriundos do Candomblé, que é uma religião diferente da Umbanda.
Como uma religião espiritualista, a ligação entre os encarnados e os desencarnados se faz por meio dos médiuns.
Na Umbanda existem várias classes de médiuns, de acordo com o tipo de mediunidade.
Normalmente há os médiuns de incorporação, que irão "emprestar" seus corpos para os guias e para os orixás.
Há também os atabaqueiros, que transmitem a vibração da espiritualidade superior por via dos atabaques, criando um campo energético favorável à atração de determinados espíritos, sendo muitas vezes responsáveis pela harmonia da gira.
Há os Corimbas, que são os que comandam os cânticos e as cambonas que são encarregadas de atender as entidades, provisionando todo o material necessário para a realização dos trabalhos.
Embora caiba ao sacerdote ou à sacerdotisa responsável o comando vibratório do rito, grande importância é dada à cooperação, ao trabalho coletivo de toda a corrente mediúnica.
Segundo a Umbanda, as entidades que são incorporadas pelos médiuns podem ser pretos-velhos, caboclos, boiadeiros, mineiros, crianças, marinheiros, ciganos, baianos, orientais, xamãs e exus.
As sessões
O culto nos terreiros é dividido em sessões de desenvolvimento e de consulta, e essas, são subdivididas em giras.
Nas sessões de consulta, onde comumente podemos encontrar Pretos-Velhos, Caboclos, Ciganos… As pessoas conversam com as entidades a fim de obter ajuda e conselhos para suas vidas, curas, descarregos, e para resolver problemas espirituais diversos.
As ocorrências mais comuns nessas sessões são o "passe" e o descarrego.
No passe, a entidade reorganiza o campo energético astral da pessoa, energizando-a e retirando toda a parte fluídica negativa que nela possa estar.
O descarrego é feito com o auxílio de um médium, o qual irá captar a energia negativa da pessoa e a transferir para os assentamentos ou fundamentos do terreiro que contém elementos dissipadores dessas energias. Também a entidade faz com que essa energia seja deslocada para o astral. Caso seja um obsessor, o espírito obsediador é retirado e encaminhado para tratamento ou para um lugar mais adequado no astral inferior caso ele não aceite a luz que lhe é dada. Nesses casos pode ser necessária a presença de um ou mais Exus (um gênero de espírito desencarnado) para auxiliar a desobsessão.
Os dias de Consulta e/ou Desenvolvimento podem variar de casa para casa, de Linha Doutrinária para Linha Doutrinária.
Nos dias de consulta há o atendimento da assistência e nos dias de desenvolvimento há as giras médiunicas, que são fechadas à assistência, onde os sacerdotes educam e ensinam os mecanismos próprios da mediunidade.
Médiuns
Médium é toda pessoa que, segundo a Doutrina Espírita, tem a capacidade de se comunicar com entidades desencarnadas ou espíritos, seja pela mecânica da incorporação, pela vidência (ver), pela audiência (ouvir) ou pela psicografia (escrever movido pela influência de espíritos).
A Umbanda crê que o médium tem o compromisso de servir como um instrumento de guias ou entidades espirituais superiores. Para tanto, deve se preparar através do estudo, desenvolvendo a sua mediunidade, sempre prezando a elevação moral e espiritual, a aprendizagem conceitual e prática da Umbanda, respeitar os guias e orixás; ter assiduidade e compromisso com sua casa, ter caridade em seu coração, amor e fé em sua mente e espírito, e saber que a Umbanda é uma prática que deve ser vivenciada no dia-a-dia, e não apenas no terreiro.
Uma das regras básicas da umbanda é que a mediunidade não deve ser vista ou vivenciada vaidosamente como um dom ou poder maior concedido ao médium, mas sim como um compromisso e uma oportunidade que lhe foi dada para resgate kármico e expiação de faltas pregressas antes mesmo da pessoa reencarnar. Por isso não deve ser encarada como um fardo ou como uma forma de ganhar dinheiro, mas como uma oportunidade valiosa para praticar o bem e a caridade.
Existe médiuns que acabam distorcendo o verdadeiro papel que lhes foi dado e se envaidecem, agindo de forma leviana em suas vidas. O médium deve tangir sua vida como sendo um mensageiro de Deus, dos orixás e guias. Ter um comportamento moral e profissional dignos, ser honesto e íntegro em suas atitudes, pois do contrário acaba atraindo forças negativas, obsessores ou espíritos revoltados que vagam pelo mundo espiritual atrás de encarnados desequilibrados que estejam na mesma faixa vibracional que eles. Por isso, desenvolver a mediunidade é um processo que deve ser encarado de forma séria e regido através de um profundo estudo da religião, e seguido por conceitos morais e éticos. Ser orientado e iniciado por uma casa que pratica o bem é essencial.
As pessoas que são médiuns devem levar sempre a sério sua missão, ter muito amor e dar valor ao que fazem, tendo sempre boa-vontade nos trabalhos de seu terreiro e na vida diária.
O médium deve tomar, sempre que necessário, os banhos de descarrego adequados aos seus orixás e guias, estar pontualmente no terreiro com sua roupa sempre limpa, conversar sempre com o chefe espiritual do terreiro quando estiver com alguma dúvida, problema espiritual ou material.
Sobre o estudo da mediunidade e do médium, pode-se utilizar como fonte para estudos a relação que existe abaixo, no item "Literatura Umbandista".
Alguns terreiros utilizam-se das obras Espíritas (codificadas por Allan Kardec), mas a maioria segue as orientações da literatura umbandista que é prolífica nas discussões teóricas e nas orientações práticas. Há livros umbandistas a partir da década de 1930.
Polêmicas dentro das "Umbandas"
Sacrifício ritual de animais
Existem várias ramificações dentro da Religião de Umbanda. Entretanto na umbanda não se usa o sacrifício de animais em hipótese alguma.
Esta prática está ligada a algumas linhas que ainda cultuam junto com a umbanda alguns rituais de religiões afro-brasileiras.
Uso de bebidas alcoólicas
Também encontramos terreiros dos seguintes tipos:
Os que as entidades incorporadas não usam bebidas (muitas vezes por questão do próprio médium não estar preparado para este tipo de trabalho com bebida) criando uma espécie de tabu;
Os que elas bebem durante os trabalhos (tanto os que fazem o uso correto deste elemento, como os que abusam);
Os que usam bebida em situações mais veladas (existindo um certo rigor quanto a sua utilização, buscando coibir abusos de médiuns ainda em preparação).
Toda essa controvérsia é gerada pelo uso que as pessoas fazem das bebidas alcoólicas na vida diária, muitas vezes caindo no vício do alcoolismo, trazendo consequências graves para sua vida material e espiritual.
Ocorre que médiuns predispostos ao vício podem, ao invés de atraírem espíritos de luz, afinizarem-se com espíritos de viciados que já morreram - esses espíritos serão obsessores dessa pessoa, uma vez que ela satisfaz seus desejos materialistas. Note-se que o álcool é um elemento usado na magia para trabalhos para o bem; abusos nunca são tolerados e exibicionismo não são sinais de incorporações de luz.
Existem casas que, por ordem do mentor espiritual, nunca usaram ou deixaram de utilizar o fumo, assim como a bebida alcoólica, sem que por isso, tivessem qualquer problema com as entidades que, por ventura, utilizavam esses elementos. Afinal, os espíritos podem se adaptar e mudar a forma de trabalhar de acordo com o fundamento de cada instituição.
É importante ressaltar, ainda, que quanto menos o espírito utilizar materiais terrenos melhor. Eles podem trabalhar com elementos bastante etéreos e tão eficazes quanto os fluidos do próprio médium.
Paramentos
Na Umbanda, os médiuns usam normalmente como paramentos apenas roupas brancas, podendo estar os pés descalços, representando a simplicidade e a humildade.
Mas há Umbandas que também utilizam roupas com as cores de cada linha. Por exemplo, em giras de Ogum se utiliza camisas ou batas vermelhas e calças e saias brancas.
Nas giras de esquerda as roupas são pretas, sendo que as filhas de santo podem se vestir de vermelho e preto.
Pode ocorrer, por exemplo, que uma entidade de Preta-velha solicite uma saia ou um lenço para amarrar os cabelos; isso visa a proporcionar que o médium se pareça mais com a entidade que está incorporando.
Também há os apetrechos dos guias. Por exemplo, os Caboclos costumam utilizar cocares, alguns utilizam machadinhas de pedra, chocalhos, etc.
Uma outra visão sobre os paramentos e apetrechos materiais utilizados pelos médiuns é de que são usados pelos espíritos como condensadores de energia: um modo de concentrar a energia e depois enviá-la, se positiva, ou dissipá-la no elemento apropriado, quando negativa.
9) Candomblé
Fundador
Primeiro templo erguido na Bahia, na primeira metade do século XIX
Mensagem
Dança religiosa de origem africana através da qual as pessoas homenageiam seus orixás
Igreja
-
Deus
Olodumarê, criador de todas as coisas, eterno e todo-poderoso
Jesus
-
Salvação
Ao morrer o candomblecista vai para o Orum( nove céus sob o comando de Iansã)
Ressurreição de Jesus
-
Escrituras
Tradição oral
Candomblé é um designativo para diversos cultos, intitulados Nações em que há o cultivo dos orixás. Sendo de origem totêmica e familiar, é uma das religiões afro-brasileiras praticadas principalmente no Brasil, pelo chamado povo do santo, mas também em outros países como Uruguai, Argentina, Venezuela, Colômbia, Panamá, México, Alemanha, Itália, Portugal e Espanha.
A religião que tem por base a anima (alma) da Natureza, sendo portanto chamada de anímica, foi desenvolvida no Brasil com o conhecimento dos sacerdotes africanos que foram escravizados e trazidos da África para o Brasil, juntamente com seus Orixás/Inquices/Voduns, sua cultura, e seu idioma, entre 1549 e 1888.
Diz Clarival do Prado Valladares em seu artigo «A Iconologia Africana no Brasil», na Revista Brasileira de Cultura (MEC e Conselho Federal de Cultura), ano I, Julho-Setembro 1999, p. 37, que o «surgimento dos candomblés com posse de terra na periferia das cidades e com agremiação de crentes e prática de calendário verifica-se incidentalmente em documentos e crônicas a partir do século XVIII». O autor considera difícil para «qualquer historiador descobrir documentos do período anterior diretamente relacionados à prática permitida, ou subreptícia, de rituais africanos». O documento mais remoto, segundo ele, seria de autoria de D. Frei Antônio de Guadalupe, Bispo visitador de Minas Gerais em 1726, divulgado nos «Mandamentos ou Capítulos da visita».
Candomblé
Ilê Axé Iyá Nassô Oká - Terreiro da Casa Branca - casa mais antiga de Salvador Bahia
Religiões afro-brasileiras
Princípios Básicos
Deus
Ketu | Olorum | Orixás
Jeje | Mawu | Vodun
Bantu | Nzambi | Nkisi
Templos afro-brasileiros
Babaçuê | Batuque | Cabula
Candomblé | Culto de Ifá
Culto aos Egungun | Quimbanda
Macumba | Omoloko
Tambor-de-Mina | Terecô | Umbanda
Xambá | Xangô do Nordeste
Sincretismo | Confraria
Literatura afro-brasileira
Terminologia
Sacerdotes
Hierarquia
Religiões semelhantes
Religiões Africanas Santeria Palo Arará Lukumí Regla de Ocha Abakuá Obeah
Embora confinado originalmente à população de negros escravizados, proibido pela igreja católica, e criminalizado mesmo por alguns governos, o candomblé prosperou nos quatro séculos, e expandiu consideravelmente desde o fim da escravatura em 1888. Estabeleceu-se com seguidores de várias classes sociais e dezenas de milhares de templos. Em levantamentos recentes, aproximadamente 3 milhões de brasileiros (1,5% da população total) declararam o candomblé como sua religião.[1] Na cidade de Salvador existem 2.230 terreiros registrados na Federação Baiana de Cultos Afro-brasileiros e catalogado pelo Centro de Estudos Afro-Orientais da UFBA, (Universidade Federal da Bahia) Mapeamento dos Terreiros de Candomblé de Salvador. Entretanto, na cultura brasileira as religiões não são vistas como mutuamente exclusivas, e muitos povos de outras crenças religiosas — até 70 milhões, de acordo com algumas organizações culturais Afro-Brasileiras — participam em rituais do candomblé, regularmente ou ocasionalmente[2]. Orixás do Candomblé, os rituais, e as festas são agora uma parte integrante da cultura e uma parte do folclore brasileiro.
O Candomblé não deve ser confundido com Umbanda, Macumba e/ou Omoloko, outras religiões afro-brasileiras com similar origem; e com religiões afro-americanas similares em outros países do Novo Mundo, como o Vodou haitiano, a Santeria cubana, e o Obeah, em Trinidade e Tobago, os Shangos (similar ao Tchamba [3][4] africano, Xambá e ao Xangô do Nordeste do Brasil) o Ourisha, de origem yorubá, os quais foram desenvolvidas independentemente do Candomblé e são virtualmente desconhecidos no Brasil.
Nações
Barracão de Candomblé em Pernambuco - Foto Clodomir Oshagyian - Recife - Pernambuco. Os negros escravizados no Brasil pertenciam a diversos grupos étnicos, incluindo os yoruba, os ewe, os fon, e os bantu. Como a religião se tornou semi-independente em regiões diferentes do país, entre grupos étnicos diferentes evoluíram diversas "divisões" ou nações, que se distinguem entre si principalmente pelo conjunto de divindades veneradas, o atabaque (música) e a língua sagrada usada nos rituais.
A lista seguinte é uma classificação pouco rigorosa das principais nações e sub-nações, de suas regiões de origem, e de suas línguas sagradas:
Nagô ou Iorubá
Ketu ou Queto (Bahia) e quase todos os estados - Língua Yoruba (Iorubá ou Nagô em Português)
Efan na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo
Ijexá principalmente na Bahia
Nagô Egbá ou Xangô do Nordeste no Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Rio de Janeiro e São Paulo
Mina-nagô ou Tambor de Mina no Maranhão
Xambá em Alagoas e Pernambuco (quase extinto).
Bantu, Angola e Congo (Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Rio Grande do Sul), mistura de línguas Bantu, Kikongo e Kimbundo.
Candomblé de Caboclo (entidades nativas índios)
Jeje A palavra Jeje vem do yoruba adjeje que significa estrangeiro, forasteiro. Nunca existiu nenhuma nação Jeje na África. O que é chamado de nação Jeje é o candomblé formado pelos povos fons vindo da região de Dahomey e pelos povos Mahis ou Mahins. Jeje era o nome dado de forma pejorativa pelos yorubas para as pessoas que habitavam o leste, porque os mahis eram uma tribo do lado leste e Saluvá ou povos Savalu do lado sul. O termo Saluvá ou Savalu, na verdade, vem de "Savé" que era o lugar onde se cultuava Nanã. Nanã, uma das origens das quais seria Bariba, uma antiga dinastia originária de um filho de Oduduá, que é o fundador de Savé (tendo neste caso a ver com os povos fons). O Abomey ficava no oeste, enquanto Ashantis era a tribo do norte. Todas essas tribos eram de povos Jeje[5],(Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo) - língua ewe e língua fon (Jeje)
Jeje Mina língua mina São Luiz do Maranhão!
Crenças
Adeptos do Candomblé
(foto: Elza Fiúza/ABr)Candomblé é uma religião "monoteísta", embora alguns defendam a ideia que são cultuados vários deuses, o deus único para a Nação Ketu é Olorum, para a Nação Bantu é Nzambi e para a Nação Jeje é Mawu, são nações independentes na prática diária e em virtude do sincretismo existente no Brasil a maioria dos participantes consideram como sendo o mesmo Deus da Igreja Católica.
Os Orixás/Inquices/Voduns recebem homenagens regulares, com oferendas de animais, vegetais e minerais, cânticos, danças e roupas especiais. Mesmo quando há na mitologia referência a uma divindade criadora, essa divindade tem muita importância no dia-a-dia dos membros do terreiro, como é o caso do Deus Cristão que na maioria das vezes são confundidos.
os Orixás da Mitologia Yoruba[8] foram criados por um deus supremo, Olorun (Olorum) dos Yoruba;
os Voduns da Mitologia Fon[9] foram criados por Mawu, o deus supremo dos Fon;
os Nkisis da Mitologia Bantu, foram criados por Zambi, Zambiapongo, deus supremo e criador.
O Candomblé cultua, entre todas as nações, umas cinquenta das centenas deidades ainda cultuadas na África. Mas, na maioria dos terreiros das grandes cidades, são doze as mais cultuadas. O que acontece é que algumas divindades têm "qualidades", que podem ser cultuadas como um diferente Orixá/Inquice/Vodun em um ou outro terreiro. Então, a lista de divindades das diferentes nações é grande, e muitos Orixás do Ketu podem ser "identificados" com os Voduns do Jejé e Inquices dos Bantu em suas características, mas na realidade não são os mesmos; seus cultos, rituais e toques são totalmente diferentes.
Orixás têm individuais personalidades, habilidades e preferências rituais, e são conectados ao fenômeno natural específico (um conceito não muito diferente do Kami do japonês Xintoísmo). Toda pessoa é escolhida no nascimento por um ou vários "patronos" Orixás, que um babalorixá identificará. Alguns Orixás são "incorporados" por pessoas iniciadas durante o ritual do candomblé, outros Orixás não, apenas são cultuados em árvores pela coletividade. Alguns Orixás chamados Funfun (branco), que fizeram parte da criação do mundo, também não são incorporados.
Sincretismo
No tempo das senzalas os negros para poderem cultuar seus Orixás, Inkices e Voduns usaram como camuflagem um altar com imagens de santos católicos e por baixo os assentamentos escondidos, segundo alguns pesquisadores este sincretismo já havia começado na África, induzida pelos próprios missionários para facilitar a conversão.
Depois da libertação dos escravos começaram a surgir as primeiras casas de candomblé, e é fato que o candomblé de séculos tenha incorporado muitos elementos do Cristianismo. Crucifixos e imagens eram exibidos nos templos, Orixás eram frequentemente identificados com Santos Católicos, algumas casas de candomblé também incorporam entidades caboclos, que eram consideradas pagans como os Orixás.
Mesmo usando imagens e crucifixos inspiravam perseguições por autoridades e pela Igreja, que viam o candomblé como paganismo e bruxaria, muitos mesmo não sabendo nem o que era isso.
Nos últimos anos, tem aumentado um movimento "fundamentalista" em algumas casas de candomblé que rejeitam o sincretismo aos elementos Cristãos e procuram recriar um candomblé "mais puro" baseado exclusivamente nos elementos Africanos.
Templos
Ilê Axé Opó Afonjá.Os Templos de candomblé são chamados de casas, roças ou Terreiros.
As casas podem ser de linhagem matriarcal, patriarcal ou mista:
Casas pequenas, que são independentes, possuídas e administradas pelo babalorixá ou iyalorixá dono da casa e pelo Orixá principal respectivamente. Em caso de falecimento do dono, a sucessão na maioria das vezes é feita por parentes consanguineos, caso não tenha um sucessor interessado em continuar a casa é desativada. Não há nenhuma administração central.
Casas grandes, que são organizadas tem uma hierarquia rígida, não é de propriedade do sacerdote, nem toda casa grande é tradicional, é uma Sociedade Civil ou Beneficente.
Casas de linhagem matriarcal: (só mulheres) assumem a liderança da casa como Iyalorixá.
Ilé Axé Iyá Nassô Oká - Casa Branca-Engenho Velho - considerada a primeira casa a ser aberta em Salvador, Bahia
Ilê Maroiá Lájié - Mãe Olga de Alaketu - Fundada em 1636 no Matatu de Brotas por Otampé Ojarô
Ilé Iyá Omi Axé Iyámase do Gantois - Terreiro do Gantois - Salvador, Bahia
Ilé Axé Opó Afonjá - Opó Afonjá - Salvador, Bahia e Coelho da Rocha, Rio de Janeiro
Kwe Kpodaba - Asé Podaba - fundado em 1851 - Rio de Janeiro [carece de fontes?]
Ilé Omo Oyá Legi - Mesquita, Rio de Janeiro
Zoogodô Bogum Malê Rondó - Terreiro do Bogum - Salvador, Bahia
Querebentan de Zomadônu - Casa das Minas - fundada +/- 1796 - São Luiz, Maranhão
Ile Axé Íyà Atara Magbá - Santa Cruz da Serra - RJ. Fundada e dirigida até hoje por Omindarewa de Yemanja
Casas de linhagem patriarcal: (só homens) assumem a liderança da casa como Babalorixá no Culto aos Orixá ou Babaojé no Culto aos Egungun.
Ilê Agboulá - Ilha de Itaparica
Sociedade Cultural e Religiosa Ilê Axipá - Ilê Axipá - Salvador, Bahia
Casas de linhagem mista: tanto homens como mulheres podem assumir a liderança da casa.
Ilé Axé Oxumarê - Casa de Oxumare - Salvador, Bahia
Ilé Axé Odó Ogè - Terreiro Pilão de Prata - Salvador, Bahia
Obá Ogunté - Terreiro Obá Ogunté - Recife, Pernambuco
Kwé Ceja Houndé - Roça do Ventura - Cachoeira e São Felix, Bahia
Ilê Axé Iyá Ogunté - Casa de Iemanjá[10] - Maceió, Alagoas
Terreiro Viva Deus - Asepo Eran Opé Oluwá - Cachoeira - Bahia. Fundada por José Domingos de Santana- Zé do Vapor de Ogum. Dirigido hoje pelo babalaxé Luiz Sergio Barbosa de Oxalufã.
A lei federal nº. 6.292 de 15 de Dezembro de 1975 protege os terreiros de candomblé no Brasil, contra qualquer tipo de alteração de sua formação material ou imaterial. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e o Instituto Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) são os responsáveis pelo tombamento das casas.
A progressão na hierarquia é condicionada ao aprendizado e ao desempenho dos rituais longos da iniciação. Em caso de morte de uma ialorixá, a sucessora é escolhida, geralmente entre suas filhas, na maioria das vezes por meio de um jogo divinatório Opele-Ifa ou jogo de búzios. Entretanto a sucessão pode ser disputada ou pode não encontrar um sucessor, e conduz frequentemente a rachar ou ao fechamento da casa. Há somente três ou quatro casas em Brasil que viram seu 100° aniversário.
Hierarquia
No Brasil, existe uma divisão nos cultos: Ifá, Egungun, Orixá, Vodun e Nkisi, são separados por tipo de iniciação ao sacerdócio.
Culto de Ifá participam tanto homens quanto mulheres, sendo um Culto patriarcal conduzido pelos Babalawos.
Culto aos Egungun participam tanto homens quanto mulheres, sendo Culto patriarcal que lida diretamente com a ancestralidade, conduzidos pelos Ojés.
Candomblé Ketu participam tanto homens quanto mulheres, sendo conduzido tanto por homens {Babalorixás) quanto por mulheres (Iyalorixás), entram em transe com Orixá.
Candomblé Jeje participam tanto homens quanto mulheres, sendo conduzido tanto por homens quanto por mulheres Vodunsis, entram em transe com Vodun.
Candomblé Bantu participam tanto homens quanto mulheres, sendo conduzido tanto por homens quanto por mulheres inicia Muzenzas, entram em transe com Nkisi.
Hierarquia do Candomblé
Sacerdócio
Nas Religiões Afro-brasileiras o sacerdócio é dividido em:
Babalawo - Sacerdote de Orunmila-Ifa do Culto de Ifá
Bokonon - Sacerdote do Vodun Fa
Babalorixá ou Iyalorixá - Sacerdotes de Orixás
Doté ou Doné - Sacerdotes de Voduns
Tateto e Mameto - Sacerdotes de Inkices
Ojé - Sacerdote do Culto aos Egungun
Babalosaim - Sacerdote de Ossaim
Temas polêmicos
Brasília - Mães de Santo falam na Abertura da Conferência Regional das Américas sobre os Avanços do Plano de Ação contra o Racismo, a Discriminaçâo Racial, a Xenofobia e Intolerâncias Correlatas. Luta contra o racismo e discriminação religiosa.
Manuel Raimundo Querino foi um abolicionista ferrenho, lutou contra às perseguições existentes aos praticantes das religiões afro-brasileiras que eram rotuladas de religiões bárbaras e pagãs.
Procópio de Ogum teve o seu reconhecimento por ter participado da legitimação da religião do candomblé, durante a perseguição às religiões afro-brasileiras promovida pelas autoridades do Estado Novo. Nesse período, o Ilê Ogunjá foi invadido pela polícia baiana, sob a supervisão do famoso delegado Pedrito Gordo. Procópio foi preso e espancado. O jornalista Antônio Monteiro foi uma das pessoas que ajudou na libertação de Procópio. Tal acontecimento - caso Pedrito - registrou o nome de Procópio na história popular baiana, chegando mesmo a fazer parte de uma letra de samba-de-roda:
"Procópio tava na sala, esperando santo chegá, quando chegou seu Pedrito, Procópio passa para cá. Galinha tem força n'asa, o galo no esporão, Procópio no candomblé Pedrito no facão". (samba-de roda, autor desconhecido)
O Jornal da Bahia, de 3 de maio de 1855, faz alusão a uma reunião na casa Ilê Iyá nassô: "Foram presos e colocados à disposição da polícia Cristóvão Francisco Tavares, africano emancipado, Maria Salomé, Joana Francisca, Leopoldina Maria da Conceição, Escolástica Maria da Conceição, crioulos livres; os escravos Rodolfo Araújo Sá Barreto, mulato; Melônio, crioulo, e as africanas Maria Tereza, Benedita, Silvana... que estavam no local chamado Engenho Velho, numa reunião que chamavam de candomblé".
— Pierre Verger.
Brasília - Ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial para Políticas de Promoção da Igualdade , com a Baiana Mãe de Santo Raida, na Conferência Regional das Américas.A intolerância e a perseguição às religiões afro-brasileiras continua [11] até os dias atuais, a Liberdade religiosa constante da Constituição Brasileira nem sempre é respeitada.
Cultura yoruba Palestra de Juarez Tadeu de Paula Xavier [12]
Abdias do Nascimento conta em uma entrevista concedida ao Portal Afro: "Os cultos afro-brasileiros eram uma questão de polícia. Dava cadeia. Até hoje, nos museus da polícia do Rio de Janeiro ou da Bahia, podemos encontrar artefatos cultuais retidos. São peças que provavam a suposta deliquência ou anormalidade mental da comunidade negra. Na Bahia, o Instituto Nina Rodrigues mostra exatamente isso: que o negro era um camarada doente da cabeça por ter sua própria crença, seus próprios valores, sua liturgia e seu culto. Eles não podiam aceitar isso."
Homossexualidade
A homossexualidade está presente na maioria das religiões, porém oculta, indiscutivelmente abafada e muitas vezes negada pelos ditos ex-homossexuais.
No Candomblé a homossexualidade é amplamente aceita e discutida nos dias atuais, mas já teve um período que homens e homossexuais não podiam ser iniciados como rodantes (termo usado para pessoas que entram em transe), não era permitido em festas que um homem dançasse na roda de candomblé mesmo que estivesse em transe.
O mais famoso e revolucionário homossexual do candomblé foi sem dúvida Joãozinho da Goméia, que afrontou as matriarcas e ocupou seu espaço tornando-se conhecido internacionalmente. Tiveram muitos outros, mas nenhum conseguiu suplantá-lo em ousadia e popularidade.
Interrupção da gravidez
Nas religiões afro-brasileiras que na maioria são religiões derivadas das religiões tribais africanas, são contra o aborto e um dos motivos é o religioso, o africano vê o filho como a continuação da própria vida, filho é o bem mais precioso que o homem africano possa ter, em consequência disso, foram trazidos para o Brasil alguns conceitos.
No conceito social: Amparam e orientam adolescentes e mulheres grávidas.
No conceito religioso: Oxum é quem rege o processo de fecundidade, cuida do embrião, evita o aborto espontâneo, não aprova o aborto provocado, mantém a criança viva e sadia na barriga da mãe até o nascimento. Uma mulher quando não consegue engravidar, recorre à Oxum.
No conceito jurídico: Só aprova a interrupção da gravidez, nos casos previstos em lei.
Mas como em toda religião, quando acontece uma gravidez indesejada, muitas mulheres procuram soluções alternativas fora dos Terreiros, como: chás, remédios e até mesmo clínicas de aborto.
Em virtude do grande número de abortos clandestinos que são feitos e as inúmeras mortes ocorridas, algumas pessoas estão lutando por essas causas relacionadas às mulheres.
Leila Linhares Barsted, (advogada) atua na Comissão Estadual de Segurança da Mulher, que monitora e pressiona o governo em ações como manutenção de abrigos para vítimas de violência e delegacias especializadas.
Maria José de Oliveira Araújo (médica) comandou o setor de saúde da mulher da Prefeitura de São Paulo e implementou, pela primeira vez no país, o serviço de aborto em hospitais públicos para os casos previstos em Lei.
Silvia Pimentel, (advogada) em janeiro de 2005, assumiu o cargo de vice-presidente da mais alta instância de defesa dos direitos da mulher, o Comitê Cedaw da ONU.
Mudança de hábitos e costumes
As casas de candomblé são frequentadas e habitadas por um número variável de pessoas, pode variar de 20 a 300 pessoas dependendo do tamanho da casa e da ocasião ou do evento. Fora do período de festas na casa só ficam as pessoas residentes, mas nas obrigações e festas além dos residentes virão os outros filhos-de-santo da casa e os visitantes e convidados. Quanto maior o número de pessoas, maior será a preocupação com a higiene e alimentação. Os animais são abatidos e limpos e as comidas são preparadas sempre sob a vigilância da Iyabassê encarregada da cozinha e responsável pela qualidade dos alimentos tanto para os Orixás como para as pessoas.
A maior preocupação nas casas de candomblé e das outras religiões afro-brasileiras sempre foi com as doenças infecciosas principalmente a tuberculose e hepatite, por serem transmissíveis através de copos e talheres, por esse motivo cada filho da casa deve ter seu prato e caneca identificados, iyawos durante o período de recolhimento não usam talheres só passam a usá-los depois da caída de quelê. A higiene com pratos, talheres e copos sempre foi constante. Nos tempos modernos quando já existem os materiais descartáveis ficou um pouco mais fácil de lidar com o problema.
Com o surgimento de novas doenças como HIV ou Aids muitos hábitos e costumes do candomblé tiveram que ser mudados. Na iniciação os Iyawos tinham suas cabeças raspadas e curas feitas por uma única navalha que a Iyalorixá recebia de sua mãe-de-santo quando da posse do cargo, isso passou a ser feito com mais cuidado, adotando-se navalhas individuais ou descartáveis.
Um dos maiores problemas enfrentados nas casas de candomblé tem sido com a dengue, principalmente nas regiões onde os focos do mosquito estão sendo combatidos. Os potes de abô (infusão de folhas sagradas) foram esvaziados para evitar possível proliferação do mosquito, os banhos são preparados com água e folhas frescas e usados imediatamente.
10) Ateísmo
Fundador
-
Mensagem
A evolução é um fato científico, portanto ética e moral são relativas
Igreja
-
Deus
Não há Deus ou diabo, uma vez que não podem ser provados cientificamente
Jesus
Jesus foi um mero homem
Salvação
Não há vida após a morte
Ressurreição de Jesus
Não há ressurreição, pois não existem milagres
Escrituras
-
Ateísmo é a posição filosófica de que não existem deuses, ou que rejeita o conceito do teísmo. Em uma concepção mais ampla, o ateísmo é definido como a simples ausência de crença em divindades.
O termo ateísmo foi originado do grego ἄθεος (atheos), e era aplicado a qualquer pessoa que não acreditava em deuses, ou que participava de doutrinas em conflito com as religiões estabelecidas. Com a disseminação de conceitos como a liberdade de pensamento, do ceticismo científico e do subsequente aumento das críticas contra as religiões, a aplicação do termo passou a ter outros significados. Os primeiros indivíduos a se auto-identificarem como "ateus" apareceram no século XVIII. Hoje, cerca de 2,3 % da população mundial descreve-se como ateu, enquanto 11,9 % descreve-se como não-teístas. Entre 64% e 65% dos japoneses e 48% dos russos descrevem-se como ateus, agnósticos, ou não-crentes. A Europa é a região do planeta em que a descrença absoluta ou relativa em deuses é mais disseminada, sendo posição majoritária em diversos países deste continente. Entretanto, a percentagem destas pessoas em estados membros da União Europeia varia entre 6% (Itália) a 85% (Suécia). Por outro lado a África, o Oriente Médio e o Sudeste Asiático são as regiões com menor incidência de ateístas.
Ateus podem compartilhar preocupações comuns com os céticos quanto a assuntos sobrenaturais, citando a falta de provas empíricas. Entre essas racionalidades comuns incluem-se o problema do mal, o argumento inconsistente de revelações e o argumento de descrença. Outros argumentos a favor do ateísmo crescem com o apoio da filosofia e da história.
Na cultura ocidental, ateus são frequentemente considerados como irreligiosos ou descrentes. No entanto, sistemas de crença religiosa e espiritual, como formas do budismo, que não defende a crença em deuses, têm sido descritos como ateus. Embora alguns ateus tendam a direções filosóficas como o humanismo secular, o racionalismo e o naturalismo, não há nenhuma ideologia ou um conjunto de comportamentos a que todos os ateus devam respeitar.
Definição
O ateísmo é considerado como uma posição ideológica em relação à crença em deuses. Não pode ser considerado como um tipo específico de religião já que, na maioria das definições aceitas, para que uma dada perspectiva seja classificada como tendo caráter religioso, esta deve ter como elemento central a crença em entidades sobrenaturais, além de possuir rituais e ensinamentos que conduzem um tipo de moralidade. Certas correntes filosóficas podem ser consideradas como ateístas, mas o conceito de ateísmo não se prende a uma filosofia ou religião específica. Há, inclusive, algumas correntes do Budismo e Jainismo podem ser denominadas ateístas por não apresentarem nenhuma concepção de deus, no entanto, não devemos confundir Budismo com ateísmo.
11) Budismo
Fundador
Buda (Siddartha Gautama em 525 a.C.)
Mensagem
O alvo da vida é o Nirvana para escapar do sofrimento
Igreja
-
Deus
Não existe. Buda é considerado por alguns como uma consciência universal iluminada
Jesus
-
Salvação
O Nirvana (inexistência) que pode ser alcançado seguindo-se o Caminho das Oito Vias
Ressurreição de Jesus
-
Escrituras
A Tripitaka (Três Cestos),que têm mais de100 volumes
O budismo é uma "filosofia" (filosofia somente no sentido de ter amor pelo saber superior) onde não há crenças e que engloba um conjunto de tradições e práticas baseadas nos ensinamentos atribuídos a Siddhartha Gautama, mais conhecido como Buda (páli/sânscrito "O Iluminado"). Buda viveu e desenvolveu seu ensinamento no nordeste do subcontinente indiano, entre os séculos IV e VI a. C. Ele é reconhecido pelos adeptos como um mestre iluminado que compartilhou suas ideias para ajudar os seres sencientes a alcançar o fim do sofrimento, alcançando o Nirvana (páli "Nibbana") e escapando do que é visto como um ciclo de sofrimento do renascimento. Alguns mestres budistas, porém, ensinam que o Nirvana é uma percepção, um insight e não um estado, pois nem todas as escolas do budismo creem em vivendo e aprendendo. O budismo pode ser divido em dois grandes ramos: Teravada ("A Escola dos Anciãos") e Mahaiana ("O Grande Veículo"). Teravada é o mais antigo ramo do budismo e é bastante difundido nas regiões do Sri Lanka e sudeste da Ásia, já o segundo, Mahaiana, é encontrado em toda a Ásia Oriental e inclui, dentro de si, as tradições e escolas Terra Pura, Zen, Budismo de Nitiren, Budismo Tibetano, Tendai e Shingon. Em algumas classificações, a Vajrayana aparece como subcategoria de Mahaiana, entretanto é reconhecida como um terceiro ramo.
Mesmo o budismo sendo uma prática muito popular na Ásia, os dois ramos são encontrados em todo o mundo. Várias fontes colocam o número de budistas no mundo entre 230 milhões e 500 milhões, tornando-o a quinta maior religião do mundo.
As escolas budistas variam significativamente a natureza exata do caminho da libertação, a importância e canonicidade de vários ensinamentos e, especialmente, suas práticas. Entretanto, as bases das tradições e práticas são as Três Jóias: O Buda, o Darma (ensinamentos) e o Sangha (a comunidade).
Encontrar "refúgio na jóia tríplice" é, em geral, o que distingue um budista de um não-budista. Outras práticas podem incluir a renúncia convencional de vida secular para se tornar um meditador ou um monástico da comunidade e cultivar a plena consciência e sabedoria, estudando as escrituras, com exercícios físicos, devoção e cerimônias, e até mesmo a invocação de Bodisatva.
A vida de Buda
Ver artigo principal: Siddhartha Gautama
Gautama com seus cinco companheiros, que mais tarde compuseram o primeiro Sangha. Pintura da parede de um templo em Laos.De acordo com a narrativa convencional, o Buda nasceu em Lumbini, hoje patrimônio mundial da UNESCO, por volta do ano 536 a. C., e cresceu em Kapilavastu, ambos localizados onde hoje está a região do Nepal. Logo após o nascimento de Siddhartha, um astrólogo visitou o pai do jovem príncipe, Suddhodana, e profetizou que Siddhartha iria se tornar um grande rei e que renunciaria ao mundo material para se tornar um homem santo, se ele, por ventura, visse a vida fora das paredes do palácio.
12) Nova Era
Fundador
-
Mensagem
Todos são deuses e só precisam se conscientizar disso
Igreja
-
Deus
Deus é uma força impessoal ou princípio, não uma pessoa. Tudo e todos são Deus.
Jesus
Não é o verdadeiro Deus nem Salvador, mas um mestre elevado
Salvação
O mau carma tem que ser compensado com bom carma
Ressurreição de Jesus
Jesus não ressuscitou fisicamente, mas subiu a um nível espiritual mais alto
Escrituras
Escritos I Ching, hindus, budistas, taoístas, crenças americanas nativas e magia em geral
O movimento da Nova Era (do inglês New Age) possui muitas subdivisões, sendo geralmente uma fusão de ensinos metafísicos de influência oriental, de linhas teológicas, de crenças espiritualistas, animistas e paracientíficas, com uma proposta de um novo modelo de consciência moral, psicológica e social além de integração e simbiose com o meio envolvente, a Natureza e até o Cosmos.
Conceito
A Nova Era, ou movimento New Age, não se manifesta em uma visão específica, mas acredita que com a evolução espiritual, algumas mudanças surgirão automaticamente na Terra, não por imposição, mas como consequência natural de uma sociedade composta por pessoas espiritualmente evoluídas. Não existem líderes no sentido institucional do termo, mas existem traços comuns que identificam os new agers. Algumas dessas mudanças serão:
Fim das guerras, conflitos, ausência de necessidade de polícias, exércitos, ou qualquer forma de belicismo e violência.
Pessoas ligadas por afeto, proximidade e amor.
Fim das agressões à natureza.
Uso dos avanços tecnológicos para a automatização de muitos trabalhos.
Evolução espiritual consciente.
Maior contato com a natureza.
E mais amor em toda eternidades e mundos.
13) Moonismo
Fundador
Sun Myung Moon(1920)
Mensagem
Moon é o Rei dos reis, e Senhor dos senhores, e o Cordeiro de Deus.
Igreja
Igreja da Unificação
Deus
Deus é tanto positivo como negativo. Não há Trindade. Deus precisa de Moon para fazê-lo feliz
Jesus
Jesus foi um homem perfeito, não Deus. Jesus falhou em sua missão. Moon vai completar sua obra
Salvação
Obediência e aceitação dos verdadeiros pais (Moon e sua esposa
Ressurreição de Jesus
Jesus não ressuscitou fisicamente
Escrituras
Princípio divino por Sun Myung Moon, Esboço do Princípio, Nível 4 e a Bíblia
Sun Myung Moon nasceu na Coréia, em 1920, na província de Jung Ju, atual Coréia do Norte, numa família camponesa de cristãos presbiterianos. É o segundo filho de uma família tradicional coreana de 8 irmãos. Aos 10 anos de idade já se preocupava com o sofrimento e a tragédia da vida humana. Na manhã da Páscoa de 1936, enquanto orava numa montanha da Coréia, Sun Myung Moon, então com 16 anos, afirma ter tido um encontro espiritual com Jesus. Durante os 9 anos seguintes, inspirado supostamente por Jesus e por Deus, estudou e pesquisou a Bíblia e o mundo espiritual. Em 1945, atendendo a um suposto chamado de Deus, dirigiu-se à Coréia do Norte, já sob o comunismo ateu, onde começou a pregar a "nova mensagem de Deus" — o Princípio Divino, ou Completo Testamento —, apresentada como a terceira parte da mensagem bíblica.
14) Congreção Cristã no Brasil
Fundador
Luis Francescon (29/03/1866)
Mensagem
Igreja
Deus
Jesus
Salvação
Ressurreição de Jesus
Escrituras
A Congregação Cristã no Brasil é vista por alguns como uma seita, por outros , como um movimento contraditório. Nosso objetivo nesta lição é demonstrar o caráter sectarista e exclusivista desta Igreja, fato que nos impele a tratá-la no mínimo como um movimento contraditório; pois suas doutrinas são fundamentadas em versículos isoladas das Escrituras e mal interpretados, como também vêem as demais Igrejas como seitas.
1. Fundador:
Luis Francescon , nascido em 29 de março de l866, na comarca de Cavasso Nuovo, província de Udine, Itália. Imigrou para os E.U.A. após servir ao exército, chegando à cidade de Chicago, Estado de Illinois em 1890. No mesmo ano começou a ter conhecimento do Evangelho através da pregação do irmão Miguel Nardi. Em 1891 teve compreensão do novo nascimento e aceitou a Cristo como seu Salvador. Em março de ano seguinte, junto ao grupo evangelizado pelo irmão Nardi e algumas famílias da Igreja Valdense, fundaram a Primeira Igreja Presbiteriana Italiana, tendo sido eleito Filippo Grili como pastor e Francescon como diácono e, após alguns anos, ancião dessa Igreja.
a) Sua experiência com o novo batismo.
Conforme o próprio relato de Luis Francescon, após três anos de freqüência e organização da Igreja Presbiteriana Italiana, enquanto lia a Bíblia Sagrada, em Cl 2,12 "Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos". No momento da leitura ouviu duas vezes as seguintes palavras "Tu não obedecestes a este meu mandamento". A partir daí, inicia o questionamento do batismo por aspersão praticado pelo Igreja Presbiteriana Italiana.
b) Rompimento com a Igreja Presbiteriana.
Com a viagem do Pastor Filippo Grilli para a Itália, coube a Francescon, como ancião, presidir à reunião no dia 6 de setembro de l903 ,(domingo), oportunidade em que, após 9 anos da revelação acerca do batismo, falou com a Igreja acerca deste assunto, o que fez, convidando a todos os membros da Igreja Presbiteriana para assistir ao seu batismo por imersão. O batismo foi realizado no dia 7 de setembro de l903, onde compareceram cerca de 25 irmãos, dos quais 18, incluindo Francescon, foram batizados. Com a chegada do Pastor Filippo Grilli, da Itália, Francescon não pode fazer outra coisa que pedir seu desligamento daquela Igreja, e o grupo batizado, juntamente com ele, também se desligou, mesmo a revelia. Assim estabeleceram uma pequena comunidade evangélica livre reunindo-se na casa dos irmãos.
c) O Batismo com Espírito Santo:
Em fins de l907, o grupo liderado por Francescon tomou contato com o nascente movimento pentecostal, participando das reuniões realizadas na missão localizada na West North Avenue,943, que tinha como pastor William H. Durhan, oriundo do movimento Azuza, de Los Angeles. No dia 25 de agosto de l907, naquela missão, Luis Francescon recebeu o Batismo com Espírito Santo, e algum tempo depois o Pr Durham informou a ele que o Senhor o tinha chamado para levar sua mensagem à colônia Italiana, e o movimento foi se expandindo.
2. O Estabelecimento da Igreja no Brasil .
Depois de ter estabelecido o trabalho na Argentina, Francescon e Giacomo Lombardi dirigiram-se ao Brasil em 8 de março de l910, com destino a São Paulo. No segundo dia de estada no Brasil encontraram um italiano chamado Vicenzo Pievani, na Praça da Luz, onde pregaram o evangelho. Parece, todavia, que de início seu trabalho foi pouco promissor, até que em 18 de abril, G. Lombardi partiu para Buenos Aires, e Francescon foi para Santo Antonio da Platina, no Paraná, chegando lá em 20 de abril de l910, e deixou estabelecido ali um pequeno grupo de crentes pentecostais, o primeiro grupo desse segmento no Brasil.
a) O trabalho em São Paulo.
Ao retornar em 20 de junho para são Paulo, após um contato inicial com a Igreja Presbiteriana do Brás, onde alguns membros aceitaram a mensagem pentecostal, bem como alguns batistas, metodistas e católicos romanos, surge a primeira "Congregação Cristã" organizada no país. Já, no mês de setembro, Francescon segue novamente para o Paraná, deixando ali a novel igreja sem maior respaldo. A partir daí, o trabalho da Congregação Cristã espalha-se por onde existe colônias italianas, notadamente na região sudeste do país, principalmente nos Estados de São Paulo e Paraná, onde até hoje se concentram. Seu fundador, o ancião Louis Francescon, faleceu em 7 de setembro de l964, na cidade de Oak Park, Illinois, USA.
b) O desenvolvimento da Igreja.
Diante dos relatos acima, podemos ver que a história da Congregação Cristã não traz maiores diferenças que possam explicar sua posição sectária de hoje, mas no decorrer do tempo foram se adequando a certos individualismos . Baseados na história narrada pelo próprio Francescon, podemos declarar que o comportamento da congregação cristã hoje é bem diferente de seu fundador; pois o mesmo mantinha comunhão com irmãos de denominações diferentes. Gunnar Vingrem narrou em seu diário o encontro com Francescon em um clima de muita comunhão e espiritualidade em 1920 em São Bernardo do Campo.
c) Causas do individualismo.
Primeiramente, devemos ter em mente que a Congregação Cristã teve origem num ambiente teológico, onde dominava a doutrina da predestinação , de onde veio seu fundador e boa parte de seus primeiros membros. Isso, somado ao fato de que algumas profecias davam conta de que lhe seriam enviados os que haveriam de se salvar, além do fato de o ancião Francescon não ficar continuamente junto aos novos grupos, mas, como ele mesmo escreveu, esteve em nosso país cerca de dez vezes, em períodos intercalados. Esses fatos Com certeza causaram grandes vácuos na interpretação e orientação da liderança nacional, levando a surgir uma interpretação extremista dos conceitos calvinistas.
3. Doutrinas Da Congregação Cristã no Brasil:
Ao analisar o pensamento doutrinário da Congregação Cristã no Brasil, temos a impressão de que seus líderes criaram um Evangelho segundo a CCB. A maioria de seus adeptos defendem o pensamento errôneo de que a salvação só é possível na sua própria Igreja: "A gloriosa Congregação". Desenvolveram inconscientemente a doutrina da auto-salvação, ou da religião salvífica, e conseqüentemente, por tabela o monopólio da salvação, com todos os direitos reservados à CCB, uma espécie de "copyrigth".
a) Sobre o estudo da Bíblia.
A CCB ensina que o Espírito Santo dirige tudo, e não é necessário se preparar, examinar ou meditar nas Escrituras Sagradas. Sem dúvidas, o Espírito Santo opera poderosamente na vida de sua Igreja, mas isto não significa que devemos desprezar o estudo das Escrituras. É uma postura que desvirtua um dos propósitos de Deus, que é o exame de sua Palavra. "Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detêm no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite". ( Sl 1.1); Veja ainda 2 Tm 2.15; Sl 119.105; Pv 7.1-3; Dt 6.6-9; 1 Tm 4.13; 2 Tm 4.13; Pv 9.9; Sl 119.9-16; Sl 19.7-8; Sl 1.1-2. Essas referências já são suficiente para provar que o pensamento da CCB é contrário a Palavra de Deus. Os membros da CCB não conhecem a Palavra de Deus e fazem questão de dizer que não sabem para dar a entender que tudo que falam provém do Espírito Santo. Uma atitude completamente contrária a de seu fundador.
b) Sobre o Batismo.
A CCB não conhece a Batismo efetuado por ministros do Evangelho de outras denominações, mesmo que seja por imersão em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo ( Mt 28.19). Na verdade não dá para concordar com a maneira ou forma pela qual ela ministra nas águas às pessoas sem preparo algum, todavia não desmerecemos tal batismo, mas reconhecemos que sua validade depende mais do batizado. A CCB diz não reconhecer o Batismo de outras denominações pelos seguintes argumentos: "o batismo de outras denominações cristãs está errado, porque utilizam a expressão "eu te batizo". A CCB entende que ao dizer "eu te batizo" é a carne que opera e o homem se coloca na frente de Deus. "O Batismo só é válido se efetuado com esta fórmula: Em nome do Senhor Jesus te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". "O Batismo da CCB purifica o homem do pecado". Parece que a CCB, além de não conhecer a Bíblia, desconhece também, a língua portuguesa. Que diferença há em dizer: "Eu te batizo" ou "Te Batizo". O sujeito não está oculto? Além do mais, se, pelo fato de utilizar a expressão "eu te batizo", estivermos aborrecendo a Deus , então João Batista teria ofendido a Deus, pois ele dizia "eu vos batizo com água..." Será que a CCB acha que João Batista era carnal e se colocava na frente de Deus?
c) Sobre o uso do véu para as mulheres.
Se a CCB tivesse adotado a prática de suas mulheres usar o véu, mas não condenasse as que não usam, não teríamos nada a dizer. Convém salientar que o uso do vestuário no culto, tal como véu, chapéu, roupas etc, depende de cada cultura , pois "os costumes se alteram e as exigências também": Essa questão do véu transformou-se em polêmica por parte de alguns, mas, porém, basta estudar a questão cultural dos orientais paras se perceber que é apenas um costume local.
4. Outros erros doutrinários da CCB
De acordo com o exposto, a CCB não suportaria um exame sério das Escrituras, fato característico das seitas; porque sua interpretação foge às regras da hermenêutica sagradas. Tudo que acontece nessa Igreja está relacionado ao sentimento. É sempre necessário sentir para se realizar alguma obra ou até mesmo para orar por alguém. Essa teologia do sentimento afasta o homem de Deus e da Bíblia, como prova sua própria história.
a) A Saudação da CCB.
A CCB nos acusa de saudar com a "paz do Senhor". Citam para justificar esse conceito a seguinte expressão: "devemos saudar com a paz de Deus, e nunca com a Paz do Senhor, porque existem muitos senhores, mas Deus é só um. Essa acusação da CCB se desfaz em pó com somente um versículo que Paulo escreveu na primeira carta aos Coríntios 8.5,6, que diz: "Porque,
ainda que haja também alguns que se chamam deuses, quer no céu como na terra( como há muitos deuses e muitos senhores). Todavia para nós há um só Deus, Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por Ele". A CCB não consegue entender que quando saudamos com a paz do Senhor estamos saudando com a paz do nosso grande Senhor Jesus Cristo. Conf. Jo 14.27.
b) O Ósculo Santo.
A CCB insiste em adotar costumes orientais, muitos deles registrados na Bíblia, como é o caso do ósculo santo, pensando com isto estar em posição espiritual superior à dos outros. Esse é um costume que perdura até hoje no oriente. O ósculo era uma maneira comum de saudar no oriente, muito antes do estabelecimento do cristianismo. Tem servido igualmente como parte da expressão judaica em suas saudações, tanto nas despedidas como também na forma de demonstração geral de afeto. Ver Gn 29.11; 33.4. Também parece ter sido um sinal de homenagem entre os israelitas conf. 1 Sm 10.1. O ósculo dado aos ungidos de Deus, por semelhante modo, parece ter-se revestido de significação religiosa, o que também se verifica entre outras culturas. Quando Paulo recomendou que se saudasse uns aos outros com ósculo santo, simplesmente estava falando de um costume existente. Caso fosse no Brasil, certamente seria mencionado o aperto de mão ou o abraço. Essa é uma questão cultural, que também não é compreendida pela CCB.
c) O Dízimo:
CCB da a César o que é de César, mas quando é para dar a Deus inventam muitos argumentos e obstáculos. Ensinam os Anciãos da CCB que o dízimo é da lei e que é maldito e hipócrita aquele que dá e aquele que o recebe. A Bíblia ensina que o dízimo é santo; a CCB ensina que é profano. A Bíblia ensina que o dizimo é do Senhor (Lv 27.30); a CCB ensina que o dízimo é para ladrões. Jesus não condenou a prática do dízimo (Mt 23.33); condenou, sim, os hipócritas que desprezavam os principais preceitos da Lei de Deus, mas não condenou o dízimo praticado até pelo pai dos crentes, Abraão.( Gn 14.20). O Autor da epístola aos Hebreus falou sobre a prática do dizimo na atual dispensação. ( Hb 7.8-9).
Conclusão:
Procuramos destacar alguns pontos contraditórios da Congregação Cristã, ainda que sucintamente, mas cremos ser o suficiente para mostrar que essa denominação é exclusivista. Parece que o céu foi feito só para eles e que a salvação só existe em sua denominação e em questão de Bíblia só a interpretação deles é válida. Para eles somente sua liderança é Bíblica, somente sua maneira de orar é válida e a pregação do evangelho só é correta através de seus membros. Sem dúvidas , a Congregação Cristã No Brasil está completamente desviada de seus propósitos iniciais. Precisa urgentemente voltar ao primeiro amor conf. Ap 2. 4,5
Formação da Igreja
No dia 4 de setembro de l909, Francescon e Giacomo Lombardi (iniciador do movimento na Itália), embarcam em Chicago, para a cidade de Buenos Aires, capital da Argentina, em contato com familiares de membros da Igreja norte-americana, instalaram o trabalho pentecostal entre a colônia italiana dali. Hoje, a Igreja que ali surgiu foi incorporada pela Igreja Cristã Pentecostal da Argentina.
Sobre Dízimos.
Convém destacar que o dízimo foi praticado antes da Lei ( Gn 14.18-29; 28.20-11); durante a Lei ( Lv 27-30-34: Ml 3.8-10) e na atual dispensação ( Hb 7.8-9) e foi aprovado por Jesus Mt 23.23. É estranho que a CCB combate o dízimo, mas instituíram as seguintes ofertas: Ofertas da piedade, oferta para compra de terrenos; ofertas para fins de viagens; ofertas para conservação de prédios e ofertas de votos. Isso que é hipocrisia, combatem o dízimo bíblico e ao mesmo tempo instituíram várias ofertas para suprir a ausência do dízimo. Convém ainda destacar que essas ofertas foram inventados por eles, sem nenhum fundamento bíblico. A Bíblia fala de dízimos e ofertas, mas não acrescenta nas ofertas esses nomes por eles acrescentados.
Sobre a liderança da CCB.
Para a CCB, existe somente o ancião e ensinam que todo pastor é ladrão . A irmandade inteira sai repetindo o assunto, como se fosse um eco do ancião. Condenam a função de presbítero mas ainda não descobriram que "Ancião" é a forma hebraica para presbítero no grego. Eles são tão incoerentes que no parágrafo 10 das doutrinas da CCB, diz: "Nós cremos que o Senhor Jesus Cristo tomou sobre si nossas enfermidades. Está alguém entre vós doente? Chame os Presbíteros da Igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor..." (Tg 5.14-115). Quanto às passagens que dizem respeito ao ministério da Igreja encontram-se em: Ef 4.11; Atos 6; Tt 1.5; Hb 13.7-17 etc. Certamente os membros da CCB as desprezaram, ou então, ignorantemente, dirão que essas passagens são espirituais, e não materiais. Só que quando se refere somente a ancião e diáconos, aí tornam-se misteriosamente materiais.
Sobre a pregação do Evangelho.
A CCB defende que não se deve sair para evangelizar, utilizando-se novamente de versículos bíblicos fora do contexto. Eis aqui os versículos citados pela CCB: Mt 6.5; Mt 7.6: Mt 12.18-21. Apegados a estes versículos a CCB busca desesperadamente justificar sua recusa ao "ide" do Senhor Jesus. Jesus não ordenou que seus discípulos esperassem, até que alguém sentisse que deveria aceitar o evangelho. Jesus jamais disse ao pecador: "Se sentires e fores ao templo será salvo". Ao contrário, Ele disse a Igreja: ": Ide por todo mundo; pregai o evangelho a toda criatura".,( Mc 16.15); Veja ainda: At 2.14-36; At 16.25-34; At 17.22-31; At 1.8; 17.17; 16.13; 21.15; Rm 1.14-15; 1 Co 9.16 etc. Esperamos que a CCB examine melhor as Escrituras e comece a viver um Evangelho sem máscaras...
Sobre a oração somente de joelhos:
A CCB diz que somos fariseus por oramos de pé. Se a oração fosse de fato como dizem, como poderíamos cumprir o que Paulo diz em 1 Ts 5.17 "Orai sem cessar". É verdade que o texto de Lc 18.11 declara que o fariseu estando em pé orava e sua oração não foi ouvida. Mas no v. 13 declara que o publicano achava-se também em pé e sua oração foi ouvida, V.124. Logo, não é a posição do corpo que influiu na resposta de oração, mas a situação do coração. ( Is 1.15-16; 9.1-2). A Bíblia aponta várias posições para oração: Oração de olhos abertos e em pé (Gn 18.22; Jo 11.41-42); oração sentado ( At 2.1-4); oração de cócoras ( 1 Rs 18.42; Oração no ventre do peixe ( Jn 2.1-3); Oração deitado na cama ( Is 38.2-3; Sl 4).
Fundador.
Observe o testemunho do fundador: "No mesmo ano, ouvi o Evangelho por meio da pregação do irmão Nardi. Em dezembro de l891 tive do Senhor a compreensão do novo nascimento". (CCB - História da obra de Deus).
15) Seicho-No-Iê
Fundador
Taniguchi Masaharu
Mensagem
Igreja
Deus
Jesus
Salvação
Ressurreição de Jesus
Escrituras
SEICHO-NO-IÊ : A CONFUSÃO RELIGIOSA
HISTÓRICO
O movimento Seicho-no-iê foi iniciado por Taniguchi Masaharu, nascido a 22 de novembro de 1893, na Vila de Karasuhara, município de Kobe, no Japão. Devido à pobreza de seu lar, foi educado por seu tio, de maneira severa. Seu temperamento era retraído e entregava-se à leitura com avidez. Começou a sentir desgosto pela vida e a maldizer a sociedade. Já adulto, teve vários casos de amor, a tal ponto que sua consciência dolorida não o deixava dormir. Contraíra doenças venéreas e pensava tê-las transmitido a uma menina, sobrinha de um chefe seu. Somente sua auto-sugestão de que não existia doença o tranqüilizou, curando-o da insânia e aliviando sua consciência por um período de tempo. Depois de terminar a escola secundária, apesar da oposição de seus pais adotivos, inscreveu-se na Faculdade de Literatura Inglesa da Universidade Waseda, em Tóquio. Alimentava então idéias pessimistas sobre a vida, e procurava uma explicação lógica do mundo e do homem. Taniguchi entregou-se ao estudo teórico e prático das ciências psíquicas que exerciam atração sobre ele e nas quais depositava a confiança de que poderiam salvar espiritualmente o homem e a sociedade. Quando a Primeira Guerra Mundial estava no auge, imperava no Japão uma literatura moralizante, espiritualista e nacionalista. Taniguchi dedicou-se novamente à leitura e descobriu uma sutra budista (daizokio), tirando dela o ensinamento fundamental: "Não existe matéria, como não existem doenças: quem criou tudo isso foi o coração... Segue-se disso que a doença pode ser curada com o coração..." Este conceito tornou.se fundamental no Seicho-no-iê.
Em dezembro de 1922 Taniguchi partiu para Tóquio. Escreveu uma dissertação sobre a natureza religiosa do homem, intitulada: Para a Santidade. Estabeleceu os fundamentos da filosofia de Taniguchi: a "Teologia do movimento Seicho-no-iê". Em 1923 escreveu o livro Crítica a Deus, tendo Judas, o traidor, como herói. Leu Tanisho, livro escrito por um discípulo de Shinram que desenvolveu a idéia do Tariki (salvação pela fé). Para Taniguchi as pessoas não precisavam de uma religião que lhes incutisse o medo, mas que trouxesse uma salvação amigável. Deixou influenciar-se pelas teorias de Bergson, pela lei da ação criadora do coração do livro de Holmes Zenwicke (americano), pela vontade de poder de Adler. Assim leu psicologia, espiritismo e estudou a ciência cristã. Recebeu a revelação divina (shinsa): "Não existe matéria, mas existe a realidade"(jissô) - ensino básico do Seicho-no-iê. "Você é realidade, você é Buda, você é Cristo, você é infinito e inesgotável. " Taniguchi misturou introspecção psicológica e fenômenos psíquicos curando os doentes através da auto-sugestão. Tornou-se um verdadeiro feiticeiro do século XX.
Em 1922, Taniguchi lançou uma revista, denominada Seicho-no-iê. A fama dela aumentou; em junho de 1930, Taniguchi inaugurou uma secretaria de imprensa. Em 1934 estabeleceu a direção do movimento em Tóquio; divulgava a fonte do fluido psíquico que garantia saúde aos amigos. Prometeu que a assinatura da revista garantiria afastar o medo de qualquer mal. Em 1935 começou a imprimir grandes anúncios nos jornais, semanalmente. Lago os assinantes chegaram a trinta mil. Em 1936 registrou o Seicho-no-iê como associação Cultural. Em 1941 transformou-o em seita religiosa centralizada no "Komio", espécie de deus pessoal ao qual se dirigem orações. Durante a Segunda Guerra, a seita colaborou com os nacionalistas, influenciando os operários das indústrias bélicas e os colonizadores da Manchúria. Depois da guerra, Taniguchi foi expulso pelo general MacArthur; a filha Emiko assumiu a chefia do Seicho-no.iê. Taniguchi escreveu uma obra de 40 volumes: Simei no Jissô (Verdade da Vida) - livro básico do movimento.
Tendo início em 1930, como simples movimento filosófico psicológico e cultural para propagar certas verdades, o Seicho-no-iê foi adquirindo aos poucos a conotação de religião. Na década de 1940 o movimento foi registrado como religião pelo governo japonês. É a mais eclética de todas as novas religiões. É uma miscelânea das grandes religiões tradicionais, como o cristianismo, o xintoísmo e o budismo, com psicologia, filosofia, medicina e literatura moderna. Os adeptos são até aconselhados a praticá-lo, continuando em suas religiões de origem. O"Kanro no hou" é utilizado como oração e como amuleto.
DOUTRINAS E REFUTAÇÃO
1. O Mal - A Seicho-no-iê é uma das cento e trinta novas religiões do Japão, e sua doutrina resume-se em três principais proposições: 1) A matéria não tem existência real; só existe a realidade espiritual; 2) O mal não existe; é pura ilusão da mente humana; 3) O pecado também não existe; é mera ilusão. "Os males não têm existência real; nada mais são que simples sombra de imaginação." "O mal, a infelicidade, a doença, a depressão econômica, apagam-se quando são firmemente negados, porque eles nada mais são do que ilusões falsamente criadas pela morte." "Os sofrimentos nada mais são do que projeções da nossa mente em ilusão" (Convite à Prosperidade, p. 16, 27 e 71). A saída para evitar o mal é meditar sobre a verdadeira realidade, que é perfeita; o espírito pode dominar o material e mudá-lo. Não só Taniguchi mas qualquer pessoa é potencialmente Buda e Jesus. Se o mal é realmente uma ilusão, como explicar os terríveis acontecimentos à nossa volta? Deus é bom. Será ele responsável pelo mal que acontece no mundo? Além de a realidade demonstrar que existe o mal, a doutrina da Seicho-no-iê é antibíblica. Desde o princípio da criação o bem e o mal estão presentes (Gên. 2:9). Jesus ensinou esse princípio quando contou a parábola dos lavradores maus; ela nos mostra que o mal está dentro do coração do homem. O mal é uma oposição deliberada contra Deus: é seguir nosso próprio caminho sem tomar conhecimento de que somos filhos de Deus. Paulo nos ensina que a nossa luta neste mundo é contra o mal, que quer dominar nossa vida (Rom. 7:15-25; II Cor. 5:1-l0; Ef. 6:12; 1Cor. 15:50). Malaquias profetizou que há um julgamento para os que praticam o mal (Mal. 3). Os outros profetas também falaram contra o mal. João Batista pregou que o machado está posto sobre os que praticam o mal (Mat. 3 : l0). "Dizer que o mal é uma ilusão é contradizer não somente a Bíblia, que é a Palavra de Deus, mas também ignorar a experiência diária da vivência dos homens em sociedade.''
2. O Pecado - Na revista Acendedor, nº 75, p. 36, há o artigo "O Pecado Não Existe", da autoria de Taniguchi. Tal afirmação não tem fundamentos, pois é anticientífica, anti-social, sem lógica. Qualquer pessoa racional, de bom senso, observa através da história que alguma coisa está errada com o homem. Não somente os religiosos, mas também os psicólogos e sociólogos admitem o erro que existe no homem e que perturba o seu ajustamento consigo mesmo e com os outros. A Bíblia chama esse erro, esse desvio, de pecado, corrupção, iniqüidade, em contraste com Deus, santo, puro, verdadeiro. "Por um homem entrou o pecado no mundo"" (Rom. 5:12). Trouxe morte física e espiritual (Gên. 2:15-17; Rom. 5:12, 23; Ef. 2:1-3). O pecado domina o homem (Rom. 7:19,20). Cristo morreu pelos nossos pecados e salva o homem dos pecados e da condenação (II Cor. 5:21; 1 Pe. 2:24; Rom. 5:1-11). A Seicho-no-iê não admite o pecado mas fala em culpa, crime, perdão, purificação, mácula, aprimoramento, preguiça, maldade, desgraça, calúnia. Diz que não existe doença, mas prega a cura!
3. Doenças - As doenças não existem; a dor não é real, porque a matéria não tem existência real. As formas físicas, materiais, não passam de sombras da luz celeste a refletir-se sobre a terra. Tudo o que acontece no mundo material é reflexo da mente. "O como carnal não sente dores porque não é matéria" (Acendedor, n.° l10, p. 7). "Como Deus não criou a doença, a doença não existe." "De agora em diante não existirá mais nenhum sofrimento, nenhuma tristeza, nenhuma decepção e nenhum desapontamento" (Convite à Prosperidade, p. l6). A Seicho-no-iê ensina que os seguidores precisam controlar suas mentes. O homem deve procurar sua própria felicidade, mentalizando-a. A própria ciência já fez descobertas extraordinárias: Não somente o homem e os animais sentem dor, mas também as plantas. A Seicho-no-iê prega que "se por acaso a vida apresenta um estado de imperfeição, está doente, significa que você não está contemplando mentalmente a vida de Deus que habita em seu íntimo" (Convite à Prosperidade, p. 53). Nos capítulos11 e 12 de II Coríntios, Paulo descreve o seu sofrimento por amor a Cristo: açoitado pelos judeus; apedrejado;
naufragou; em perigo; sentiu dores. Pediu ao Senhor que o livrasse do espinho na carne (sofrimento), mas Deus lhe respondeu: "A minha graça te basta" (II Cor. 12:9). A experiência de Paulo, de Jó e de outros servos de Deus mostra claramente que as doenças não são uma ilusão da mente da pessoa e sim uma realidade. O próprio Jesus Cristo sentiu a dor e o sofrimento em sua carne e pediu que Deus passasse dele esse cálice. A própria experiência humana, fora dos limites da Seicho-no-iê, atesta a realidade da doença, da dor e do sofrimento; em sã consciência, ninguém pode nega-los. Os cristãos, entretanto, sabem enfrentar a dor, o sofrimento, a morte, a doença, com dignidade, sabendo que "todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus"(Rom. 8:28). Se não existisse a doença, como a Seicho-no-iê prega curas milagrosas através de seus livros e revistas?
4. O Homem - Para a Seicho-no.iê todos os homens são filhos de Deus: os ladrões, os assassinos, os terroristas. O homem é bom. Sem o homem Deus não pode manifestar-se. O homem é puro e perfeito. Como filho de Deus o homem também é Deus. O homem se eleva à condição de Deus pela libertação da consciência do pecado. Não existe matéria, nem carne, nem corpo.
Cristo chamou os fariseus de sua época de filhos do Diabo (João 8:44). Paulo falou em filhos de Deus e filhos do Diabo (At. 13:10). Somente é filho de Deus aquele que recebe a Cristo pela fé (João 1:11, 12). O homem é tão bom que está se destruindo, um ao outro; está destruindo o mundo que o rodeia; está destruindo os animais. Os sociólogos estão desiludidos e não sabem encontrar a resposta para tantos problemas existentes entre os homens. Vemos que o homem sem Deus é uma tragédia total!
A Seicho-no-iê diz que o homem é imortal. Não admite a realidade da velhice. Entretanto, o envelhecimento do próprio Taniguchi, com mais de 90 anos de idade, e de todos os seus seguidores, prova a falácia dos seus ensinamentos, sua inconsistência, a incoerência de suas teorias, a ilusão (isso sim) de suas verdades.
5. Deus - A Seicho-no-iê tem a ousadia de criticar o Pai Nosso, que é uma oração ensinada pelo Mestre dos mestres, Jesus. Diz que os cristãos têm por anos e mais anos repetido o Pai Nosso: "...seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu", mas tal não se realiza porque o céu não está acima das nuvens nem no mundo das três dimensões; o céu está no íntimo transcendental, aqui e agora (Convite à Prosperidade, p 17)_ o que se deve é mentalizar o céu para que seja encontrado pelas pessoas.
Na literatura da Seicho-no-iê não se tem uma noção clara sobre Deus. Ele é panteísta, uma vez que se encontra em cada pessoa, em cada coisa deste mundo.
A Bíblia apresenta um Deus pessoal. Ele criou o homem à sua imagem e semelhança; uma das semelhanças é ser pessoal.
A Bíblia ensina que Deus é transcendente, está além do mundo material (Is. 57:15). Deus não habitou no interior de Hitler, Stalin, Mussolini e outros homens perversos. Deus habita no interior dos contritos, humildes, daqueles que dão lugar a seu Espírito.
6. A Bíblia - A Seicho-no-iê não dá qualquer relevância à Bíblia. Cita-a de maneira vaga e parcial, sem identificação e fora de contexto, sem qualquer exegese, interpretação ou explicação; utiliza alguns textos para favorecer a seita. A regra de fé e prática da Seicho-no-iê são os escritos de Taniguchi. Para a Seicho-no-iê, por ser um livro divino, a Bíblia é o mais humano dos livros. Para nós, cristãos, a Bíblia é um livro milenar. Sua formação foi encerrada há dois mil anos. Há muitas provas de sua inspiração divina: uma delas é o tempo de sua duração; a transformação que tem causado na vida de milhares de pessoas; sua indestrutibilidade. Deus disse tudo o que queria num único livro. A Seicho.no.iê já tem 300 obras escritas mas ainda não disse tudo. Não há comparação entre a Bíblia e a literatura dessa seita.
7. Cristo - Taniguchi já afirmou que sua religião é superior ao cristianismo porque opera maiores e mais milagres do que Cristo. Sente-se com autoridade para interpretar as palavras de Cristo segundo suas próprias convicções. Alguns católicos disseram até que compreenderam melhor a doutrina de Crista na Seicho-no-iê. Taniguchi é mais crido, mais reverenciado, mais citado do que Jesus Cristo. Cristo disse: "Eu sou o caminho", isto é, o único caminho para Deus, para a salvação. A Seicho.no-iê interpreta essas palavras como se cada homem fosse o caminho, a porta da saída de Deus; não tendo Deus outra alternativa para manifestar sua força a não ser pelo homem. A Bíblia nos ensina que Deus tem usado o homem mas não está preso a ele, não depende dele
porque é onipotente. Cristo disse que, se os discípulos se calassem, até as próprias pedras clamariam. Se não existissem mal, não existiria pecado, e o sacrifício vicário de Cristo não teria razão de ser. Cristo veio para salvar os pecadores, como nos ensina a Bíblia (Luc. 19:10; João 3:14, 15; II Cor. 5:21; 1 Ped. 2:24; 1 Cor. 15:3). Cristo, filho unigênito de Deus veio ao mundo para salvá-lo. Morreu, ressuscitou e foi para os céus, para salvar o homem e interceder por ele.
8. Milagres - Israel Carlos Biork assim se expressou num de seus artigos: "O fato de no Seicho-no-ieísmo haver muitos milagres, não indica que é verdade. Os feiticeiros no Egito fizeram milagres diante de Moisés. Cristo disse que muitas pessoas vão comparecer diante dele e dizer que profetizaram, expulsaram demônios e fizeram muitos milagres, mas Cristo vai dizer que nunca as conheceu. A Bíblia diz que no fim do sistema atual, haveria muitos cristos aparecendo como salvadores da humanidade. E exatamente para isso que o seicho-no-ieísmo diz que existe, mas só apareceu no mundo em 1929. Diz a reportagem: 'Seu objetivo é construir um paraíso terrestre onde não haja uma só pessoa que padeça de sofrimentos ou enfermidades.' Por que o deus do Seicho-no-ieísmo deixou a humanidade mergulhada no sofrimento e na maldade por milhares de anos, para aparecer somente em 1929? O Deus da Bíblia nunca desamparou a humanidade. Sempre esteve empenhado na sua salvação por meio de Cristo, desde o jardim do Éden, quando o próprio Deus sacrificou um cordeiro para tipificar o Cristo que havia de vir para salvar a humanidade, e que já veio e que salva realmente, não pelos nossos méritos, mas por sua morte vicária." A Seicho-no-iê é uma seita oriental que não entra em conformidade com nossa maneira de pensar e com a nossa maneira de crer. É simplesmente humanista, pensando no aqui e agora; muda os ensinamentos de Jesus; enfatiza o poder de cada pessoa em dominar sua mente, sua vida, sua felicidade. Conhecemos o poder da mente na saúde física e espiritual do homem; entretanto, é impossível realizar todos os bens anunciados pela Seicho-no-iê. Cristo quer que sejamos sal da Terra.
CONCLUSÃO: os ensinos da Seicho-no-iê são radicalmente contrários á Palavra de Deus. Ou aceita-se os seus (falsos) ensinos ou abandona-os, em prol da verdade.
16) Meninos de Deus
Fundador
Daniel Brandt Berg (1968)
Mensagem
Desistir de tudo para seguir a Jesus. Já usaram a prostituição para atrair novos adeptos
Igreja
Família do Amor
Deus
Pai, Filho e Espírito Santo, mas não Trindade
Jesus
Foi uma criação de Deus.
Salvação
-
Ressurreição de Jesus
-
Escrituras
Cartas MO - cartas escritas por David "Moses" Berg. Mesmo nível de inspiração do Antigo
e Novo Testamentos
A família )antigos meninos de Deus)
Fundada na Califórnia (Estados Unidos) por David Berg (1968), os membros são tipicamente jovens adultos que abrem mão de sua carreira e propriedade para viver “colonias”, passando a maior parte do tempo nas ruas vendendo livros ou procurando novos recrutas. Pregam que o Espírito Santo é o lado feminino de Deus. Pregam que a Família não precisa de Pai, somente de mãe, por isso o sexo pode ser livre, como sinal do amor de Deus.